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Parreira e Zagallo est�o na mira da Pol�cia Federal
Marlos Bittencourt Jornal dos Sports Rio de Janeiro - As investigações da Polícia Federal (PF) sobre supostas irregularidades na folha salarial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) continuam de forma implacável. O delegado Hélio Christian, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), já ouviu, na sede da PF, no Rio de Janeiro, depoimentos de alguns funcionários da entidade. Entre eles, o técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, e o coordenador-técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, cujos salários são os mais altos da entidade. O inquérito policial (IPL) foi instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República, motivado por uma reportagem do JORNAL DOS SPORTS, em junho de 2003, revelando os altos salários de 138 funcionários da CBF e folha acima de R$ 700 mil. O inquérito foi aberto para investigar possíveis crimes de sonegação fiscal e de contribuição previdenciária supostamente cometidos por dirigentes da entidade. Na cola Do IPL constam possíveis indícios de irregularidades nos salários de funcionários e dirigentes da CBF, em especial os de Parreira e Zagallo, que recebiam, em 2003, R$ 165 mil e R$ 100 mil, respectivamente. O delegado federal Hélio Christian, titular da Delefaz, afirmou que aprofundará as investigações sobre o caso e que também acompanhará cada passo do inquérito. ?Há muitas denúncias contra a CBF e temos a obrigação de investigá-las com todo o rigor. Depois da conclusão do inquérito, caso fiquem provadas as irregularidades responsabilizaremos todos os envolvidos no caso. Parreira, Zagallo, os dirigentes da área financeira e quem mais estiver envolvido?, avisou o delegado Hélio Christian. Outros depoimentos já estão marcados na sede da PF. Os de Antônio Osório, diretor financeiro, José Carlos Salim, diretor de marketing, e Marco Antônio Teixeira, secretário-geral e tio do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deverão ser os próximos a serem intimados pela PF. Ainda serão ouvidos funcionários cujos nomes estão sendo mantidos em segredo pela Polícia Federal. CPI Em 2001, a CPI do Futebol no Senado Federal indiciou o presidente Ricardo Teixeira e o secretário-geral Marco Antônio Teixeira pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e administração ruinosa. Mas a CPI do Futebol acabou sendo engavetada e até hoje nenhum deles foram responsabilizados pelas acusações. Apesar de o futebol movimentar cerca de US$ 200 bilhões no mundo, a entidade máxima do futebol brasileiro, desde 97, acumula prejuízos de mais de R$ 50 milhões. Mesmo arrecadando milhões com os jogos da seleção brasileira pelo mundo afora.