Esportes
Problemas devem continuar, diz diretor
A Ferrari, do hepta Michael Schumacher, pode decepcionar mais uma vez no Grande Prêmio de San Marino, neste domingo A Ferrari não espera uma solução rápida para os problemas, especialmente para a fragilidade dos pneus Bridgestone, que a derrubaram do posto de melhor equipe da F-1 nas três primeiras corridas da temporada 2005. Para o Grande Prêmio de San Marino, hoje, em Ímola, às 8h40, talvez o desempenho da escuderia não seja o esperado. Pelo menos essa é a opinião do diretor técnico da escuderia italiana, Ross Brawn. ?É irreal esperar que a Bridgestone aperte um botão mágico e resolva o problema?, afirmou em Ímola, onde acontece a quarta etapa do Mundial. A fornecedora de pneus da Ferrari não conseguiu se adaptar ao novo regulamento da categoria na mesma velocidade da concorrente Michelin. Com as regras atuais, que não permitem trocas de pneus durante as corridas, os equipamentos precisam ser muito mais duráveis que em anos anteriores. Além disso, antes das equipes utilizavam pneus diferentes para treinos e corridas. ?Nossos conceitos de carro e de pneus não foram corretos para uma corrida inteira, por isso sofremos tanto na Malásia e no Bahrein?, comentou Brawn. ?Agora entendemos o que precisamos de um pneu para corrida toda e estamos começando a mudar esses conceitos. Mas vai levar algum tempo. Temos que preparar o estômago para uma guerra de pneus. Essa é nossa batalha?, completou o dirigente. Brawn, no entanto, dividiu a culpa pelo fraco desempenho da Ferrari no início do campeonato. ?Temos que encontrar soluções para o carro também. Se tivermos mais potência e pressão aerodinâmica, o carro fica mais estável e usa os pneus melhor. Mas para isso precisamos melhorar o carro, e isso não vai acontecer da noite para o dia?, completou. Vencedora de 15 das últimas 18 corridas na categoria e campeã dos últimos seis Mundiais de construtores, a Ferrari aparece apenas em sexto lugar no campeonato atual. Em três corridas, teve como melhor resultado o segundo lugar de Rubens Barrichello no GP da Austrália. Com apenas dois pontos, o heptacampeão mundial Michael Schumacher está 24 atrás do espanhol Fernando Alonso, da Renault, líder até o momento. Agora, em Ímola, pista considerada a ?casa? da Ferrari, o alemão espera reagir. No úlimo GP, no Bahrein, há três semanas, a escuderia italiana antecipou em duas provas a estréia do novo F2005, mas nenhum de seus pilotos conseguiu marcar pontos. Schumacher abandonou com problemas mecânicos, o que não acontecia desde julho de 2001. Apesar da má fase, o diretor técnico está confiante em uma recuperação da Ferrari. ?Temos toda a fé em nossos parceiros da Bridgestone, e eles também acreditam na gente. ?, finalizou o dirigente.