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Bicicross � a atra��o no Benedito Bentes

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ABIDES DE OLIVEIRA Editor de Esportes O Circuito Orlando Vieira, no Benedito Bentes, recebe, hoje, às 9h, a primeira etapa do Campeonato Nordestino de Bicicross. A competição reúne atletas de Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. A equipe alagoana disputa a prova com 40 ciclistas da capital e das cidades de Arapiraca, Teotônio Vilela e Palmeira dos Índios. No total serão 130 atletas de sete estados competindo na etapa alagoana. As disputas serão em 12 categorias, que vão da mirim a Master, com atletas de 45 aos 50 anos. Mas o destaque da competição será a MBX Race, considerada a elite do campeonato. A prova ocorre em três baterias, todas eliminatórias. Cada bateria reúne oito competidores. Os quatro primeiros se classificam para a próximo fase. Na final, vence a prova quem chegar primeiro. Os principais nomes da equipe alagoana, com chances de lutar pelo título, são os atletas Jair Emanuel e Júlio Elton, que competem na BMX Race. Os dois ciclistas estão entre os favoritos e no currículo têm participações nos Brasileiros de 2003 e 2004. Além de participar do Nordestino, os dois buscam uma vaga na primeira etapa do Brasileiro, que será realizado nos dias 7 e 8 de maio, em São Paulo. A etapa alagoana tem apoio da Xtreme Bike, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e Secretaria Executiva de Esporte e Lazer. O Campeonato Nordestino de Bicicross será realizado em cinco etapas e vai passar pelas cidades de Maceió-AL, João Pessoa- PB, Natal-RN, Fortaleza-CE e Salvador-BA. A PISTA Com 290 metros de comprimento, o Circuito Orlando Vieira é o único da capital alagoana e do Estado. ?Ainda não é o ideal, seria preciso uma pista de 400 metros e todas as curvas deveriam ser asfaltadas, hoje elas são de barro. Atualmente, o nosso circuito tem apenas 80% da capacidade exigida?, diz o presidente da Federação Alagoana de Bicicross, Adeílson Martins Silva, há 23 anos atleta da modalidade. Além do comprimento menor do que o indicado, o circuito tem obstáculos muito próximos um do outro. ?Por exemplo, a largada fica muito próxima da primeira rampa?, afirma Martins. Segundo Adeílson Martins, caso existisse um circuito com esses padrões (exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional) Alagoas poderia receber competições nacionais. O circuito do Benedito Bentes, afirma Martins, só existe graças aos esforços dos atletas de bicicross. ?No início começamos a construí-lo sem ajuda de ningúem, há cerca de três anos. No ano passado a prefeitura se interessou pelo projeto e ajudou a concluir?, comenta. O nome da pista é uma homenagem a Orlando Vieira, morto após ser atropelado na ponte Divaldo Suruagy, em novembro de 2003. ?Ele faleceu na véspera de uma competição, durante um treinamento. Orlando Vieira contribuiu e lutou muito para a construção da pista?, afirma Adeílson. Carência Adeílson Martins diz que é preciso construir outros circuitos no Estado. ?Muita gente do interior vem treinar no Benedito Bentes. Os atletas da parte baixa da cidade se deslocam sempre para cá?, revela. Abandonada há mais de dez anos, segundo Martins, a pista de bicicross da Praça da Faculdade, no Prado, poderia ser uma realidade para os amantes do esporte. Atualmente, a Federação Alagoana desenvolve um projeto com 20 atletas, de 7 aos 14 anos, no Benedito Bentes. As aulas de bicicross ocorrem sempre nas tarde do sábado. São dez bicicletas, uniformes e capacetes para os aprendizes. A meta da entidade é tornar o bicicross em projeto social. ?Queremos levá-lo para as escolas, a exemplo do que ocorre em outros estados, como no Ceará?, diz Adílson Marins.

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