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Perman�ncia de Passarella divide Tim�o
São Paulo - A permanência ou não do técnico Daniel Passarella após a eliminação na Copa do Brasil com a derrota para o Figueirense divide a diretoria do Corinthians. Dois grupos passaram a medir forças desde a madrugada de ontem. O grupo ligado à diretoria do Corinthians quer a saída do treinador. Os dirigentes ligados à MSI, de Kia Joorabchian, no entanto, defendem a permanência do argentino. Os ?corintianos? acreditam ter vários motivos para pedir a queda de Passarella. Dizem que ele decidiu afastar o goleiro Fabio Costa sem consultar ninguém, numa atitude autoritária e equivocada. Depois, criou um clima de instabilidade no grupo, ao decidir colocar Roger e Betão na reserva, horas antes da partida. Os ligados à MSI, ao contrário, apelam ao retrospecto. Dizem que Passarella ganhou mais que perdeu. Lembram que o time deve receber novos reforços e tende a melhorar no Brasileiro. Além disso, alegam, há uma pesada multa rescisória, que estaria em torno de R$ 2 milhões. Uma reunião estava prevista para a noite de ontem, entre os dois, para tomar uma decisão. Segundo o diretor de futebol da MSI, Paulo Angioni, dificilmente Passarella deixa o Corinthians até domingo, quando o time enfrenta o São Paulo, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. De qualquer maneira, o clássico de domingo será decisivo. Se perder, sua permanência no clube ficará insustentável. Especula-se que Daniel Passarella já tenha sido demitido. A notícia, porém, não foi confirmada. Até o nome do novo técnico estaria decidido. Kia Joorabchian, dono da MSI, pode ir atrás de Emerson Leão, ex-técnico do São Paulo, e que ainda não venceu no Japão. FUGA Um pequeno e raivoso grupo de torcedores corintianos esteve na tarde de ontem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para esperar a chegada da delegação do Corinthians, que voltou de Florianópolis. Mas os jogadores e o técnico Passarella evitaram o contato com a torcida e os jornalistas, pegando um ônibus direto da pista. No saguão de desembarque do aeroporto, um grupo com cerca de 15 torcedores protestava contra a eliminação do time e pedia a saída de Roger, Carlos Alberto e Sebá, todos comprados com o dinheiro da MSI. A direção da Gaviões da Fiel, reunida com a PM para discutir o esquema de segurança para o clássico, não mandou nenhum diretor a Congonhas.