Esportes
Destitui��o de Andrade traz � tona racha no CSA
FERNANDA MEDEIROS Repórter Os estilhaços da bomba que explodiu quinta-feira nas hostes da cúpula administrativa do CSA causaram seqüelas sérias, lágrimas e tomaram proporções gigantescas que podem pôr em risco o futuro do clube. Pelo menos essa tem sido a avaliação dos torcedores e da crônica esportiva em geral. Tudo começou quando o presidente do CSA, Gino César, destituiu o gerente de futebol, Carlos Alberto Andrade, de ser o representante azulino na Federação Alagoana de Futebol (FAF), em relação aos interesses do clube. Explica-se o imbróglio. No dia 26 de janeiro deste ano, Gino César encaminhou ofício à FAF credenciando Carlos Alberto a representar o CSA ?durante reuniões de qualquer espécie junto a essa Federação Alagoana de Futebol, inclusive as efetuadas pelo Egrégio Tribunal de Justiça Desportiva?, como consta no documento mostrado acima, com protocolo nº 157. Só que no último dia 5, o presidente do CSA protocolou outro ofício na FAF ?comunicando sem efeito o ofício s/nº, protocolo 157, datado em 26 de janeiro do corrente ano, cujo teor foi exarado por esta presidência? (ver acima). E prossegue: ?Ressaltamos, outrossim, que a partir de então, esta agremiação, quando convocada a comparecer em reunião oficial, nomeará um responsável revestindo-o de poderes para tanto?. São as palavras escritas no ofício com protoclo de nº 716, assinado pelo presidente Gino César de Menezes. Isso foi o bastante para a cúpula do futebol profissional azulino ficar chateada. O comandante da Junta Diretiva de Futebol Profissional, Augusto Farias, foi o primeiro a se pronunciar. ?Fui convidado para voltar ao CSA pelo presidente do Conselho Deliberativo, Evandro Lobo, e pelo deputado João Lyra. Então, como o Carlos Alberto Andrade é de minha inteira confiança, resolvi chamá-lo para trabalhar conosco. E eu aviso: se ele sair eu saio e o João Lyra também?, disse o dirigente. Sexta-feira, ele ratificou o que havia dito e declarou que a condição para que o grupo continue no clube é que Gino César restitua Andrade nas suas funções junto à FAF e que o futebol profissional tenha autonomia. ?Disso nós não vamos abrir mão?, afirmou. ?Enquanto eu estiver no CSA o Carlos Alberto fica?. Versão de gino césar Surpreso com toda essa confusão e com as proporções que ela tomou, o presidente Gino César disse, em entrevista à Rádio Gazeta, que não destituiu Carlos Alberto Andrade. ?Fiquei profundamente triste com essa informação. Não é verdade que ele [Andrade] foi destituído do cargo de gerente de futebol. Ele é o homem responsável pela contratação e dispensa de jogadores, juntamente com Augusto Farias, e tem o meu apoio e respeito. O Carlos Alberto é o homem do dia-a-dia do CSA?, afirmou, acrescentando: ?Credenciei-o a me representar na Federação, mas agora que ele está ocupado com o dia-a-dia do clube, resolvi credenciar outra pessoa. Não existe clima de disputa no CSA. O que existe é uma intenção de tumultuar o ambiente do clube?, opinou. Segundo Gino, que chegou a chorar numa rádio local, a Junta de Futebol Profissional tem autonomia para os assuntos ligados ao futebol. ?Não vamos misturar o futebol com as questões administrativas do clube?. Augusto Farias, no entanto, rebateu as palavras de Gino. ?O que está escrito no ofício não condiz com o que o Gino está dizendo. E ele não pode negar o que assinou?, disse, reafirmando que há muita ?ciumeira? no Mutange. ?Essa ciumeira começou há algum tempo, ficou mais evidente com o fato de Andrade ser funcionário remunerado. Inclusive, eles [dirigentes] tentaram humilhar o Carlos Alberto alegando o que ele é ?empregado? do clube, assim como o Marcos Lima Verde [supervisor de futebol]?, disse Farias.