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Nº 5718
Esportes

Palmeiras imp�e teto salarial a treinadores

São Paulo - Treinador que quiser trabalhar no Palmeiras a partir de agora terá de se sujeitar a receber “apenas” R$ 50 mil por mês. Esse valor foi definido em reunião do Conselho de Orientação Fiscal (COF) do clube. Os conselheiros chegaram à conclusão

Por | Edição do dia 02/05/2002 - Matéria atualizada em 02/05/2002 às 00h00

São Paulo - Treinador que quiser trabalhar no Palmeiras a partir de agora terá de se sujeitar a receber “apenas” R$ 50 mil por mês. Esse valor foi definido em reunião do Conselho de Orientação Fiscal (COF) do clube. Os conselheiros chegaram à conclusão de que os valores atingiram níveis absurdos no futebol e, por isso, alguém teria de iniciar um movimento para mudar o quadro. A discussão sobre salário de treinador foi motivada pelas reclamações de Wanderley Luxemburgo nos últimos dias. Ele gostaria de estar recebendo R$ 100 mil líquidos, mas os 27,5% referentes a impostos estão sendo descontados. Salários elevados Na visão dos componentes do COF, o clube não tem mais condições financeiras de arcar com salários tão elevados. E definiram R$ 50 mil como teto, que estará valendo a partir da contratação do próximo treinador – por enquanto, Luxemburgo está mantido. Luxemburgo ainda está “entalado” na garganta de muitos conselheiros do Palmeiras, que pediram sua demissão ao presidente Mustafá Contursi. Descontente O dirigente também está descontente com o treinador, que passou o semestre criticando a diretoria. Mustafá disse que o técnico será demitido se “sair da linha” mais uma vez. Não tolerará mais reclamação. O presidente estava pronto para dispensar Luxemburgo, caso o treinador lhe pedisse que o clube pagasse os impostos. Ele estava disposto a fazer isso, mas viu que o mercado não está tão favorável como pensava e mudou de idéia. Continua dizendo a amigos, no entanto, que o Palmeiras não cumpriu o que havia combinado em relação a seu salário e manifestou o desejo de dirigir o São Paulo. Até agora, porém, não recebeu nenhuma proposta oficial. Embora tenha a admiração da maioria dos cardeais do São Paulo, alguns pres-sionam o presidente Marcelo Portugal Gouvêa para que não o contrate, alegando que seu gênio é muito difícil. Por isso, Oswaldo de Oliveira, Cilinho e até Felipão estão firmes no páreo. Os dirigentes do Palmeiras também não vão aceitar pagar altos salários a jogadores. Por essa razão, jogadores como Arce, Alex e Cristian, considerados estrelas, dificilmente vão permanecer no Parque Antártica.

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