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Ap�s muitas reuni�es, Passarella cai

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São Paulo - Após muita discussão e reuniões, finalmente o Corinthians selou o destino de Daniel Passarella: o argentino não é mais o técnico da equipe. Em almoço na sede da Federação Paulista de Futebol ontem, o vice-presidente do clube, Nesi Curi, confirmou a saída do técnico. ?Hoje (ontem) o comunicamos que agradecemos o seu trabalho e seu esforço, mas que ele não é mais o técnico do Corinthians. Ele é nosso amigo, pode comparecer ao Parque São Jorge, mas deixou o comando da equipe?, decretou o dirigente. Segundo Curi, ainda não há um nome escolhido para assumir o time e, por isso, o auxiliar-técnico Márcio Bittencourt vai dirigir o Timão diante do Atlético-PR, no próximo domingo, pela quarta rodada do Brasileiro. O Corinthians ainda não venceu no nacional e soma apenas um ponto na competição. Em três rodadas, foram duas derrotas, para Botafogo e São Paulo, e um empate, contra o Juventude. Passarella chegou ao Timãono início do ano, contratado pela MSI - parceira do clube - após Leão recusar convite para substituir Tite. Apesar do fracasso no Paulista, a diretoria apostou no crescimento da equipe na Copa do Brasil e no Brasileiro. A crise que culminou na saída de Passarella começou terça-feira passada, quando ele afastou o goleiro Fábio Costa e barrou Roger e Betão do jogo contra o Figueirense, pela Copa do Brasil. No dia seguinte, o Corinthians foi eliminado pelo Figueira, nos pênaltis. Passarella já vivia a ameaça de demissão, mas foi mantido para o clássico contra o São Paulo. A goleada por 5 a 1 deixou a situação do técnico insustentável. A pressão da torcida foi fundamental para a sua demissão. Em 15 jogos sob o comando de Passarella, o Timão venceu sete, empatou quatro e perdeu quatro. Mas Passarella será convidado, hoje, para permanecer ligado à MSI, parceira do Timão, no cargo de diretor internacional, uma espécie de consultor. Leão Leão teria recusado uma proposta de R$ 400 mil mensais para assumir a vaga de Passarella. Leão teria pedido R$ 600 mil mensais (o mesmo que ganha no Japão), quase o dobro do que Passarella ganhava (R$ 335 mil), para acertar com o Timão. Além disso, a MSI terá que gastar com a multa de Passarella, cerca de R$ 2 milhões, ou seguir pagando os salários do argentino até fevereiro de 2006, quando termina seu contrato.

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