Esportes
Dirigentes do CSA voltam a brigar depois do desastre
WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres A desastrosa derrota do CSA, domingo, para o modesto Bandeirantes (3x0), trouxe à tona, mais uma vez, as mazelas e disputas políticas colocadas debaixo do tapete, por diretores e conselheiros azulinos, que estão em pé-de-guerra com o atual comando do futebol profissional do clube. A tal ?paz? celebrada quatro dias antes do fatídico jogo, num almoço entre os dirigentes Augusto Farias, Gino César, Evandro Lobo e Ricardo Coelho, parece que trouxe indigestão somente domingo, principalmente, a cada gol marcado pelo Bandeirantes. Pelo menos era isso que se via por parte de dirigentes que estavam no setor de cadeiras especiais do Estádio Rei Pelé. Após o jogo, o que se comentava nas cadeiras, entre alguns deles, em clima de revolta, era que o CSA ?é um barril de pólvora pronto para explodir?. A reportagem da Gazeta de Alagoas ouviu declarações de alguns conselheiros e dirigentes, que não quiseram se identificar, dando conta de que o presidente Gino César teria sido vítima de um ?esquema? para derrubá-lo do cargo, a fim de que Augusto Farias e Carlos Alberto Andrade pudessem assumir o controle total do futebol no Mutange ?com intenções eleitoreiras?. Também após o jogo, o ex-presidente Ricardo Coelho ?botou a boca no mundo?, nas emissoras de rádio, pedindo a cabeça do gerente de Futebol, Carlos Alberto Andrade. ?O Carlos Alberto não tem capacidade de continuar no futebol do CSA. A primeira medida a ser tomada é a saída desse cidadão?, esbravejou Coelho. ?Oportunista? O dirigente Augusto Farias, por sua vez, rebateu as declarações de Ricardo: ?Ele é um oportunista. Não teve elegância de falar comigo antes de ir para os microfones?, afirmou, dizendo que Andrade continua no clube. Sobre a questão política, ele foi categórico: ?Não misturo política com futebol. Essas acusações não merecem resposta?. Carlos Alberto também rebateu as críticas: ?Eles são incompetentes e se sabem que são incompetentes devem ficar calados e deixar a gente trabalhar?, disparou. Procurado para falar sobre o assunto, o presidente Gino César disse: ?Não tenho nada a declarar. Quem tem que responder é o departamento de futebol, que é autônomo?, justificou, mas foi criticado pelo conselheiro Genilson Sarmento, que também estava no jogo: ?Ele é o presidente e tem que ter postura de presidente. Se não tem capacidade para tal, renuncie?, criticou. Ontem, Augusto Farias anunciou as dispensas do goleiro Marcelo Flores, do meia Paulista e do atacante Negretti, que perdeu os dois pênaltis no domingo. Ele também disse que vai contratar dois atacantes, dois meias, um goleiro e um volante.