Esportes
FAF convocada por MP para explica��es
WELLINGTON SANTOS Repórter O Ministério Público (MP) de Alagoas resolveu mesmo fechar o cerco para o cumprimento da lei no futebol de Alagoas. Hoje, o órgão se reúne outra vez com o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Raimundo Soares, e representantes da Polícia Militar, às 16 horas, na sede da entidade, para pedir explicações das razões do não cumprimento de vários itens do Termo de Ajustamento de Conduta, firmado entre as partes no mês de abril. A multa estipulada pelo MP é de R$ 5 mil/dia pelo descumprimento. O encontro foi marcado pela Promotoria Especializada da Defesa do Consumidor, que cuida dos interesses, nesse caso, dos torcedores. Isso porque o órgão entende que, além de torcer, as pessoas são também consumidoras de produtos que envolvam um espetáculo ou entretenimento, cujo funcionamento deve ser baseado no Estatuto do Torcedor, preservando todos os direitos, desde segurança até as informações pertinentes ao espetáculo futebolístico. À RISCA ?Convocamos o presidente da FAF e os representantes da segurança pública porque alguns itens não estão sendo cumpridos, como firmamos no Termo de Ajustamento?, ressaltou o promotor Max Martins, um dos integrantes da comissão. Em função da preservação desses direitos é que foi firmado, em abril deste ano, um Termo de Ajuste de Conduta para que toda a parte estrutural dos espetáculos de futebol seguissem à risca o que preceitua o Estatuto. Isto baseado em várias denúncias de que itens como segurança nos estádios de futebol (ambulâncias, acomodações precárias às pessoas, ingressos vendidos além da capacidade dos campos e até falta de informações sobre os eventos esportivos) não estavam sendo cumpridos e fiscalizados pelos promotores dos espetáculos, nesse caso específico, a FAF, promotora do evento. O termo O Termo de Ajuste de Conduta firmado entre o MP e a FAF foi publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 18 de abril deste ano, onde preceituava, entre outras coisas, que caberia à FAF fiscalizar se os estádios de futebol estão disponibilizando, como manda a lei, ambulâncias, médicos e enfermeiros. Recentemente, um jogador do ASA de Arapiraca teve um problema dentro de campo e ficou constatado que a ambulância presente ao local não era adequada e nem estava equipada para o atendimento do problema apresentado pelo atleta. Outro imbróglio, segundo o Ministério Público, é de que os laudos dos estádios atestando ou não as boas condições não chegaram no prazo acordado no Ajuste, que seria o dia 3 de maio.