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Assinatura de m�dico � uma exig�ncia
De acordo com o médico Luiz Fernando Barros, que presta os serviços de Medicina ao CRB, a assinatura do médico exigida nos contratos dos jogadores de futebol é uma forma que as federações e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encontraram para que os atletas sejam examinados pelo médico. ?Isso é uma prática comum, pois todas as pessoas que vão praticar alguma atividade física necessitam do aval do médico. Assim como as crianças que vão praticar Educação Física na escola. A assinatura serve como um atestado de aptidão física. Trata-se de uma forma que a CBF encontrou para colocar a responsabilidade no médico e se livrar de possíveis problemas?, explica. Mas, segundo ele, do ponto de vista fisiológico, a assinatura do profissional de Medicina não tem grande respaldo, pois os clubes, na opinião de Luiz Fernando Barros, em sua maioria, não têm condições de submeter os atletas a todos os exames exigidos. ?Na verdade, a assinatura não dá tanta segurança ao atleta, pois a maioria dos clubes brasileiros não têm condições, de bancar os exames, sobretudo o Ecocardiograma e o Teste Ergométrico, pois são muito caros. Custam em torno de R$ 200,00, os dois. Então, quando o médico assina o contrato de um jogador, ele está assumindo uma responsabilidade muito grande, pois já imaginou se os exames não foram feitos, realmente, no atleta??, observou. No caso do jogador Williams, cujo contrato com o Sete de Setembro, segundo certidão fornecida pela FAF, não tinha a assinatura do médico do clube, Luiz Fernando Barros afirma que a responsabilidade seria do Sete de Setembro, se tivesse ocorrido algum problema de saúde com o atleta, nos jogos em que ele atuou. Ele lembra o caso do jogador Serginho, do São Caetano-SP, que teve mal súbito em campo, e veio a falecer. ?Por causa desse episódio e de tantos outros que já ocorreram no futebol brasileiro e mundial, a CBF e as federações estão exigindo os exames mais sérios, mas, muitas vezes, eles não são feitos. E se o médico se recusar assinar o contrato, alegando que os atletas não foram submetidos aos exames, os clubes correm o risco de não poder jogar?, observou. E completa: ?Então, não haverá jogo, pois o clube não terá atletas liberados para tal, pelo Departamento Médico das equipes?, observou, acrescentando que os médicos dos clubes, muitas vezes, ficam numa situação complicada, pois eles encobrem a responsabilidade alheia?, finalizou. João Batista A Gazeta de Alagoas procurou o presidente do Sete de Setembro, João Batista, e o médico do clube para que ambos dessem sua versão sobre o caso, mas Batista disse que não vai se pronunciar em nada por enquanto sobre isso, ?só quando eu for citado?. Quanto ao contato com o médico que, segundo a certidão da FAF, deixou de assinar a documentação de Wiliams, Batista disse que ?na hora adequada eu mesmo procurarei vocês para relatar tudo o que aconteceu nessa história toda?, concluiu. |WS/FM