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Ju�za do TRT prefere n�o se pronunciar

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres A juíza-substituta da 4ª Vara do Trabalho de Maceió, Alda de Barros Araújo, que deu ganho de causa ao jogador Aragoney da Silva Santos, em ação impetrada, recentemente, contra o Corinthians Alagoano, recebeu a reportagem da Gazeta de Alagoas, na última sexta-feira. A magistrada, porém, limitou-se a dizer que tudo o que ela teria para falar, no momento, já estava na sentença, cujo teor está no site do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (www.trt19.gov.br). A matéria foi publicada na Gazeta, na última quarta-feira, dia 8. O que motivou a reportagem a procurar a magistrada para que falasse sobre o caso foi o fato de, na sentença, alguns trechos chamarem a atenção de quem lê, como esses: ?Consigne-se, ainda, que um dos advogados da reclamada (Corinthians) tentou ter vista dos autos fora da secretaria, certamente com o intuito de impedir a concessão da medida liminar, o que foi indeferido de plano pelo juízo?. Em outro trecho ainda mais forte ela diz: ?Observe-se que as intimações feitas ao reclamante (atleta) e a seu preceptor para comparecimento à delegacia de polícia em horário provável em que deveria estar no fórum trabalhista indica a existência de influência indevida de dirigentes do clube no órgão policial?. E arremata Alda: ?Por fim, quer esta juíza deixar consignado que no dia posterior à audiência foi procurada por um dos dirigentes do clube, sendo informado ao referido senhor que a magistrada não o receberia, sob pena de averbar-se suspeita nos autos. Ou seja, as atitudes da demandada demonstram má-fé e tentativa de manter uma relação indevida com o poder público, o que provavelmente aconteceu com a Polícia Civil?. Sobre o fato de não se pronunciar sobre o assunto, ela justificou: ?Não posso me pronunciar além daquilo que já relatei na sentença, até por uma questão de ética, pois qualquer uma das partes ainda pode recorrer?. ### Rivaldo Ramos também foi ouvido O empresário paraibano Rivaldo Ramos, acusado pelo Corinthians ?de ter influenciado os jogadores Fábio e Aragoney a deixarem o clube?, conforme a direção tricolor denunciou na imprensa, também foi ouvido na 4ª Vara do Trabalho de Maceió, no dia 24 de abril. A Gazeta de Alagoas teve acesso à cópia do interrogatório de Rivaldo, que foi ao Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região, como ?testemunha advertida e compromissada da forma da Lei?. Na referida audiência não houve conciliação. Em alguns trechos do depoimento, consta que Rivaldo levou Aragoney para apresentação ao clube tricolor. E mais: ?que o clube prometeu matricular o reclamante (Aragoney) na escola no início de 2004, não o fazendo?. Consta ainda: ?que no meio do ano de 2004, o Vitória da Bahia questionou ao reclamante se ele queria jogar no clube; que nessa ocasião o sr. João Feijó, dono do clube, prometeu que iria matricular o atleta, bem como ressarcir o depoente (Rivaldo) das despesas com a reconstrução da casa de Aragoney, que na época havia caído (...), mas não teve ressarcimento?. Sobre o dia quando Aragoney deixou o Corinthians, Rivaldo disse: ?que estava no campo [Estádio Nelson Feijó], dia 21 de abril, quando o reclamante lhe pediu carona; que no dia 22, Aragoney foi ao encontro dele no hotel; que não foi buscá-lo nas dependências do clube; que no dia 24 recebeu intimação para ir à delegacia; e que João Feijó deu entrevista na imprensa falada e escrita de que ele havia seqüestrado o jogador?. |WS/FM

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