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Corinthians volta a acusar empres�rio

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FERNANDA MEDEIROS Repórter O Corinthians Alagoano voltou a fazer acusações ao empresário paraibano Rivaldo Ramos, em relação ao caso envolvendo os atletas Fábio e Aragoney, que deixaram o Tricolor no fim do mês de abril, segundo os dirigentes do clube, ?por terem sido induzidos por Rivaldo?. Os dirigentes citaram os nomes de mais três pessoas que, segundo eles, estariam em um bar na orla de Maceió, na noite em que Rivaldo teria se encontrado com Aragoney. ?Estavam no bar os senhores Rivaldo Ramos, Ednilton Lins (dirigente do CRB), José do Egito e André Alves (do Real Sport)?, afirmou o advogado do clube, Flávio Moura, em entrevista coletiva, na quarta-feira. E foi mais além nas acusações: ?O Aragoney não tem condições financeiras de organizar essa estratégia. Tivemos conhecimento de que ele e o Fábio foram para a França fazer testes num clube, mas eles não têm dinheiro para financiar passagens e viagens?. A direção do Tricolor acredita, segundo o advogado, que deve existir ?alguém com muito dinheiro?, por trás do que eles chamam de ?armadilha?. Os dirigentes alegam que nem as pessoas que supostamente estavam no bar na noite do ocorrido, com Rivaldo Ramos, teriam condições financeiras para tal. ?Eles não têm dinheiro para levar os atletas para a França. Deve ter alguém financiando tudo isso?, afirmou o advogado. Questionado se teria o nome de algum suspeito de ?estar bancando os jogadores?, Flávio Moura respondeu: ?Não temos idéia de quem seria essa pessoa?. O patrono do Corinthians, João Feijó, também criticou a atitude do empresário. ?Ele [Rivaldo] esteve em Maceió de 15 a 18 de abril, quando armou todo o plano. Esteve também nos dias 21 e 22 do mesmo mês, quando executou o crime?, afirmou Feijó, mostrando a declaração de uma pousada situada na Ponte Verde, onde Rivaldo teria se hospedado durante a estada na capital alagoana. Como já havia dito à Gazeta de Alagoas, Rivaldo não quis se pronunciar. A reportagem também tentou ouvir Ednilton Lins, mas o celular estava desligado. LIMINAR O clube conseguiu derrubar parcialmente, mediante liminar, a sentença da juíza-substituta da 4ª Vara do Trabalho de Maceió, Alda de Barros Araújo, que determinou a liberação de Aragoney para jogar em quaisquer clubes. ?Porém, conseguimos impedir a transferência dele para clubes internacionais, o que só poderá ser feito mediante o pagamento ao Corinhtians de uma multa de R$ 300 mil?, disse Feijó.

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