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R�ssia e China se unem para desbancar os EUA

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Moscou (Rússia) - Aliadas na Guerra Fria e ex-companheiras de comunismo, Rússia e China voltam a juntar suas forças. O inimigo continua o mesmo, os Estados Unidos, mas a briga sai das esferas política, econômica e militar e cai na esportiva. O objetivo das duas nações é desbancar os norte-americanos do topo do quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China, em 2008. Na quinta-feira passada, os comitês olímpicos dos dois países chegaram a um acordo de ?cooperação? para superar os EUA. ?Para vencê-los, precisamos unir esforços e conhecimento, principalmente para melhorar nossos resultados na natação e no atletismo, que são os esportes nos quais eles são mais fortes?, disse o chefe do comitê olímpico russo, Leonid Tyagachev. Em Atenas, Grécia, no ano passado, os EUA terminaram mais uma vez na primeira posição na classificação geral, com 35 medalhas de ouro, 39 de prata e 29 de bronze, totalizando 103. A China veio logo a seguir, com 32 ouros, 17 pratas e 14 bronzes (63 no total), enquanto a Rússia foi a terceira (27 de ouro, 27 de prata e 38 de bronze, somando 92). Pela primeira vez que a China chegou a ficar em segundo lugar no quadro de medalhas. Ajuda mútua Tyagachev visitou a China no início deste mês e encontrou autoridades esportivas do país. Os dois lados chegaram a um acordo de ajuda mútua até a próxima competição. ?Temos que aprender com a China em muitos esportes, enquanto eles sonham em receber ensinamentos de nossos profissionais em modalidades nas quais eles estão em desvantagem. Por isso, essa união e contato entre nossos países é essencial?, comentou o dirigente. O dirigente russo informou que os dois países poderão trocar informações sobre treinamentos, além de dividirem avanços tecnológicos nos equipamentos e na área médica. Além disso, a idéia russa é conquistar o apoio da torcida chinesa. De acordo com Tyagachev, os dirigentes chineses pretendem terminar os Jogos de Pequim com um total de 110 medalhas. Já a Rússia não faz planos, mas ?quer vencer todos os países, inclusive a China?, disparou o dirigente.

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