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Galera do CRB adere � onda em Macei�
WELLINGTON SANTOS Repórter O resultado inesperado de 5x0 na última terça-feira para o Bahia, definitivamente, não espantou o entusiasmo da torcida do CRB com a campanha da equipe. ?Foi um acidente de percurso e o Galo tem crédito com a galera regatiana. Essa noite nada deu certo?, ressaltou Geraldo Fireman Barros, 35, ao comentar a desastrosa atuação do time em Salvador, após assistir à partida num barzinho da cidade. Barros é uma das centenas de torcedores que aderiram para valer à onda de torcer para o CRB no agito e no burburinho dos vários barzinhos espalhados pela cidade. Isso porque, segundo os proprietários desses estabelecimentos, é cada vez maior o número de pessoas que procuram um para ver jogos do CRB. Para quem quiser constatar, basta dar um giro pela cidade e vai encontrar bares, restaurantes e até mesmo churrascarias que descobriram um filão: comprar um pacote de TV por assinatura e transmitir as partidas do Regatas. ?rush? regatiano ?Gosto muito de freqüentar a Confraria do Rei ou o bar da Praça do Centenário quando meu Galo joga?, frisa Geraldo, ao se referir aos seus ?points? prediletos para roer unhas, um de seus vícios ao acompanhar os lances. Durante as partidas, os bares parecem um mar vermelho e um verdadeiro campo de futebol improvisado. ?É difícil até transitar porque o pessoal invade as ruas?, reclamou um motorista de táxi que passava pelo local, na hora do ?rush? regatiano, terça-feira passada, no barzinho localizado no Santo Eduardo. ?Ele reclamou, porque é azulino?, provocou um dos freqüentadores. Rush é uma expressão inglesa que serve para designar horários de intenso movimento. Família Mas toda essa onda da torcida do CRB de invadir os barzinhos para ver o Galo jogar não se restringe somente aos mais entusiastas torcedores ou os chamados de carteirinha, aqueles que não perdem um só jogo de seu clube, nem mesmo os treinos. A invasão dos bares contagiou também as pessoas que levam a família inteira para torcer pelo alvirrubro praiano. ?Tudo isso só está acontecendo porque o CRB montou um grande time, o melhor de toda a história da Série B?, destacou Júnior Holanda, 37, acompanhado de seu filho Lucas, 7, e da mulher, Cristiana Holanda. ?Aqui é todo mundo regatiano, o Lucas, inclusive, já nasceu CRB?, completou Júnior Holanda, freqüentador assíduo de um barzinho na Jatiúca, tido como point de regatianos e rubro-negros. Durante o tempo em que a Gazeta de Alagoas manteve-se no local, era comum ver filhos, sobrinhos e netos, todos devidamente paramentados de vermelho e branco, festejando a boa fase do CRB. Esse lugar é o mesmo freqüentado por Márcio Pitombeira, 30, regatiano, segundo ele, ?de quatro costados?. ?Só assisto nesse barzinho. Isso desde que os donos implantaram esse sistema de TV por assinatura, há três anos?, diz Márcio. ?A torcida regatiana deve esse clima de festa a jogadores como o Jeferson, o Jamir e o Túlio, que têm feito a diferença, mas a equipe toda é operária?, completa Márcio Pitombeira, ao reconhecer também o trabalho feito pelo técnico Luiz Carlos Cruz à frente do Galo. Campanhas Se o CRB vai chegar no final e entrar no G-8, o famoso grupo dos oito clubes que disputarão duas vagas à 1ª Divisão do futebol brasileiro, talvez seja cedo para afirmar. O que é fato é que o time permanece no G-8 há seis rodadas consecutivas, uma coisa difícil de pensar nos últimos três anos, uma vez que o Galo só lutava para não cair para a terceirona. Campanhas semelhantes que empolgaram a torcida foram a de 97, quando o Galo quase chega lá: ficou em 5º lugar. Em 2001, 6º lugar, quando perdeu para o Caxias, por 3x0, depois de ter vencido em Maceió pelo mesmo placar. ?Não vai ser essa goleada que tirará o reconhecimento da torcida pelos jogadores e o técnico?, incentiva Geraldo Barros. Enquanto isso, a torcida faz sua parte, seja no estádio ou nos barzinhos da vida. ### Vendas chegam a crescer em 200% A boa fase que o CRB vive na Série B tem dado bons lucros a donos de bares de Maceió, que faturam uma boa grana com os torcedores que vão aos estabelecimentos assistir às partidas em telões instalados nesses locais. Um bar situado na Jatiúca é um dos ?points? da galera regatiana em dias de jogos do Galo. Os proprietários do estabelecimento, utilizando-se de uma boa e rentável estratégia, compraram pacotes especiais das séries A e B do Brasileiro, de uma rede de canal fechado, ao preço de R$ 230. E o retorno, segundo o gerente, Fábio Rogério, é garantido. ?Há quatro anos transmitimos para os clientes os jogos das séries A e B. Adquirimos os pacotes e valeu a pena. Como somos assinantes antigos da TV por assinatura, ganhamos um bom desconto?, revela. Com o retorno mais do que certo, ele diz que as vendas chegam a crescer em 200% por cada dia de jogo, em relação aos dias de movimento normal. ?Se numa noite comum vendemos R$ 1.000, em dias de jogos do CRB, chegamos a vender R$ 3 mil?. O gerente do bar revela que este ano o movimento está bem melhor do que no ano passado. As mesas ficam lotadas e o espaço fica pequeno para circular. ?Com a ascensão do CRB no Brasileiro, os clientes vêm em grande número. Normalmente são os mesmos grupos, mas eles sempre vêm acompanhados de outros clientes. O público, realmente, é muito bom?, comemora, acrescentando que o movimento também foi bom em 2003. De acordo com Fábio Rogério, em dias de jogos do CRB, o local é decorado com a bandeira do clube. Ainda são colocados para tocar o hino e as músicas do clube, no início e no fim da partida, e a cada gol marcado. Promoção E não são somente essas as atrações do local. Também há promoções com a distribuição de brindes para os torcedores que forem vestidos com a camisa do clube. ?Quem vem vestido a caráter ganha brindes, como chaverios, minitábuas de frios, caldinhos e outros?, afirma o gerente, acrescentando que os aperitivos mais consumidos nesses dias são o caldinho, o churrasco e a cerveja. FM