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Nº 5716
Esportes

Depoimentos dos tr�s goleiros

São Paulo – “Os goleiros brasileiros são bons em todos os fundamentos. Sempre tivemos grandes goleiros. Agora existem mais programas de esportes na televisão, mais canais que exibem os lances das partidas e não apenas os gols. Por isso, aparecemos mais.

Por | Edição do dia 05/05/2002 - Matéria atualizada em 05/05/2002 às 00h00

São Paulo – “Os goleiros brasileiros são bons em todos os fundamentos. Sempre tivemos grandes goleiros. Agora existem mais programas de esportes na televisão, mais canais que exibem os lances das partidas e não apenas os gols. Por isso, aparecemos mais. Não acho que mudou muita coisa. Hoje, os mesmos que estavam criticando estão elogiando. Os mesmos que dizem que o Dida é um grande goleiro falavam há pouco tempo que ele não merecia ir para a seleção e que eu estava tomando frango. Muitos afirmam que o goleiro brasileiro não sabe sair do gol, que os bons são os europeus. Mas sempre vejo jogos da Europa pela tevê. Outro dia estava assistindo a uma partida do Bayern Munique e o Oliver Kahn (titular da seleção alemã) errou várias saídas de gol. Mas lá na Europa a imprensa não fica criticando. Acho que vivo um bom momento, como vários outros goleiros brasileiros. A troca do Carlos Pracidelli pelo Wendell (treinador de goleiros do Palmeiras) não mudou muita coisa para mim, os treinos são parecidos e o Wendell também é experiente.” (MARCOS) DIDA – “Vamos mostrar na Copa do Mundo que o  Brasil tem bons goleiros.  Sempre falavam mal dos goleiros brasileiros. Eu estou em bom momento, pronto para jogar o Mundial agora mesmo. A disputa com Marcos e Rogério Ceni é de alto nível, com muito companheirismo. Meu contrato com o Corinthians vai até junho. Depois, deverei voltar para o Milan e cumprir mais dois anos de contrato. Não sei qual será meu futuro, depois desse período. Não gosto de fazer planos. Prefiro viver o momento e deixar as coisas irem acontecendo. Particularmente, estou me realizando profissionalmente, na expectativa de disputar mais uma Copa. Gosto do que faço, porque sempre fui goleiro. Desde criança, quando jogava bola no quintal de casa, que atuo nessa posição. Nunca me arrisquei em jogar em outra posição. Até hoje não esqueci a conquista do Mundial de Juniores em 1993. Foi o primeiro da carreira, por isso o considero até agora o mais importante. Também sou admirador do Taffarel, meu ídolo como goleiro.” ROGÉRIO CENI – “Hoje em dia, os goleiros contam  com uma estrutura de trabalho diferenciada. Existem  formas de treinamento específicas para a posição, com atividades e técnicos especializados. Toda essa profissionalização e cuidados ajudaram bastante a acabar com aquela fama antiga, como por exemplo, a de que goleiro brasileiro não sabia sair do gol. O marketing esportivo também influenciou para dar mais visibilidade ao goleiro. O fato de jogarmos com uniformes diferentes dos demais atletas faz com que sejamos uma figura que se destaca no campo e isso pode ser explorado. A função evoluiu tanto que hoje há algumas condições para que alguém possa começar a jogar no gol. Boa estatura, por exemplo, é, na minha opinião, indispensável para quem deseja ser goleiro. Eu mesmo já estou me considerando velho e baixo para a posição.”

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