Esportes
Processo de ex-atleta do clube pode ter surpresas
WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres O processo do jogador José Fábio de Oliveira, impetrado contra o Corinthians Alagono na 3ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), teve um desenrolar surpreendente na última sexta-feira, dia 1º. Tudo porque, de acordo com informações que a Gazeta de Alagoas teve acesso, foram juntadas, ao processo, provas que poderiam comprometer o futuro do time da Via Expressa na ação. De acordo com as informações, o advogado que defende o jogador, André Luiz Anet, teria apresentado ao juiz do caso um livro sobre a vida do ex-atleta do clube da Via Expressa, Deco, que poderia atingir diretamente dirigentes do Tricolor. As informações dão conta que o livro relata a trajetória do meio-campo Deco, na época em que ele defendia o Porto, de Portugal. Nele, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada, o atleta expõe, de forma contundente, fatos relacionados às transações, e denuncia a forma como era tratado por um dos dirigentes do clube da Via Expressa. A Gazeta tentou obter, ainda na sexta-feira, uma cópia do livro de Deco, mas não conseguiu. O título da obra também não foi possível ter acesso. A reportagem, inclusive, mandou um e-mail para o Barcelona, em Madrid, na Espanha, mas até o fechamento desta edição não houve resposta. Deco atualmente está jogando no Barcelona, da Espanha, mas passou por clubes como CSA e Porto, de Portugal. Segundo as informações da mesma fonte, Deco teria mandado um fax para o advogado de Fábio, que seria anexado na peça processual, com o citado livro. A reportagem também tentou ouvir o advogado do jogador Fábio sobre o assunto, mas não obteve êxito, assim como o empresário paraibano Rivaldo Ramos, acusado pelo Corinthians de ter ?induzido os atletas Fábio e Aragoney a deixarem o clube da Via Expressa?. Outro processo Esse é o segundo processo que o Corinthians enfrenta. O primeiro foi referente ao jogador Aragoney, cuja sentença dada pela juíza-substituta da 4ª Vara do trabalho de Maceió, Alda de Barros Araújo, foi favorável ao atleta, com a determinação de o clube pagar os direitos trabalhistas e liberá-lo, mas os advogados do Corinthians, Alex Galdino e Flávio Moura, conseguiram uma liminar derrubando parte da decisão. Na liminar, o atleta, segundo os advogados do clube, não pode ser transferido para clubes do exterior, o que só pode ser feito com o depósito na Justiça no valor de R$ 300 mil.