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Bungee jump luta contra proibi��o

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Vai para apreciação da Câmara dos Deputados um projeto de lei que pode mudar o conceito de esportes radicais no País. Após a morte de uma estudante em Minas Gerais na última semana, o deputado federal João Paulo Gomes da Silva (PL-MG) levará à votação proposta de proibir a prática do bungee jump no Brasil, classificando-o como contravenção penal. Caso o projeto seja aprovado, o temor do universo dos radicais é que a iniciativa do parlamentar mineiro possa abrir precedente para proibição de outras práticas esportivas semelhantes, do rapel ao rafting. ?Minha iniciativa visa abrir o debate sobre essa prática. É um esporte muito radical. Qualquer acidente que aconteça é 100% fatal. É um esporte que submete seus equipamentos a uma fadiga extrema. Por isso, acho que o Estado deve zelar pela integridade de seus cidadãos?, argumenta o deputado. ?É um projeto para banir o bungee jump, não regularizá-lo. Isso pode provocar o banimento de outros esportes radicais?, teme Maurício Franzão, da Adrena, uma das empresas mais antigas na prática no Brasil. O projeto de lei do deputado Gomes da Silva prevê punição para quem pratica o esporte e também para quem patrocina ?sob a condição de proprietário deste equipamento esportivo, instalador, operador ou o instrutor?. ?A pena será de prisão simples, já prevista em casos de contravenção de 15 dias a três meses de reclusão em sistema semi-aberto ou aberto. Também há previsão de multa ou reversão em serviços à comunidade?, relata Gomes da Silva. O incidente que motivou a ação do parlamentar aconteceu no último dia 3 de julho, quando a estudante Letícia Santarém Amaro Rodrigues morreu ao saltar de um pontilhão entre as cidades de Araguari e Uberlândia, em Minas Gerais. O acidente fatal aconteceu depois que a cinta que prendia a garota de 20 anos se rompeu. ?Pela minha avaliação profissional, me parece que houve falha humana, porque o equipamento internacionalmente usado é 100% seguro. Não há como o elástico se romper. Mas é complicado falar sem provas?, comenta Luiz Lopes, proprietário da Adrenamil. ?Os bons não podem pagar pelos maus?, completa, preocupado.

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