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Brasil n�o ganha medalha h� 11 anos

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ABIDES DE OLIVEIRA Editor de Esportes Começa hoje, em Montreal, Canadá, o 11º Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, principal competição promovida pela Federação Internacional de Natação (Fina). O evento, de 17 a 31 deste mês, reúne cinco modalidades: natação, nado sincronizado, pólo aquático, saltos ornamentais e maratonas aquáticas. O Brasil estará representado em todas elas. Mas, além de competir, o País tem outro desafio a superar: quebrar um jejum de 11 anos sem subir ao pódio do Mundial. A última vez foi em 1994, em Roma, Itália, com as medalhas de bronze de Gustavo Borges, nos 100m livre, e da equipe de Revezamento 4x100m livre. Hoje, o Mundial será iniciado com disputas no pólo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratonas aquáticas. A natação só começa no dia 24. O Brasil participou das dez edições do mundial. Nos dois primeiros (1973 e 1975) só teve representantes nos saltos ornamentais. Nessas dez edições, os brasileiros conquistaram apenas quatro medalhas, todas elas na natação (uma de ouro e três de bronze). A principal delas com Ricardo Prado, ouro e recorde mundial em 1982 nos 400m medley, em Guayaquil, Equador. A primeira medalha foi em 1978, na estréia brasileira, em Berlim, Alemanha. Bronze nos 100m costas com Rômulo Arantes, que mais tarde tornou-se ator e faleceu em 2000. O Sportv transmite o Mundial do Canadá. Hoje, no Sportv 1, às 16h30, saltos ornamentais. No Sportv 2, pólo aquático feminino, Brasil x Holanda, às 18h45. ### Thiago Pereira, favorito ao pódio, fica fora do Mundial Nossa maior esperança de medalhas no Mundial de Montreal não vai disputar a competição por causa de uma contusão. Thiago Pereira é o atual campeão mundial dos 200m medley em Piscina Curta (25 metros), título conquistado ano passado em Indianápolis, Estados Unidos. No mesmo torneio, o brasileiro ganhou ainda a prata no revezamento 4x100m livre e dois bronzes nos 100m medley e 4x200m livre. O nadador era um dos favoritos nos 200m medley. Nado sincronizado O Brasil disputa a competição no dueto e conjunto. O País estreou no Mundial, nesta modalidade, em 1982, no Equador. A melhor colocação brasileira foi no ano de 1994, em Peth, Austrália, quando as gêmeas Isabela e Carolina de Moraes e o conjunto foram pela primeira vez à final, terminando em 12º lugar. No Mundial deste ano, o País não terá o dueto das irmãs Isabela e Carolina, que estão no Cirque de Soliel. A seleção brasileira estará renovada, com atletas campeãs sul-americanas e finalistas do mundial de juniores. Saltos ornamentais A modalidade é a única em que o Brasil participa desde a primeira edição, em 1978. Nossos melhores resultados ocorreram com a saltadora Juliana Veloso, semifinalista em 1998, na Austrália, e finalista nos anos de 2001, em Kukuoka, no Japão. Para Montreal, o País chega com grande chance de alcançar as finais com a própria Juliana Veloso, Cassius Duran e César Castro (finalista nos Jogos Olímpicos de Atenas). Maratonas Aquáticas Esporte novo, as maratonas aquáticas estrearam nos mundiais da Fina em 1991, como demonstração. A competição é dividida em três provas: 5km, 10km e 25km. O melhor resultado brasileiro foi no Mundial de 1994, com o sexto lugar de Luciana Abe, nos 25km. Pólo aquático O pólo aquático brasileiro será representado pelas mulheres em Montreal. O time masculino não conseguiu se classificar. A seleção brasileira feminina disputa o campeonato pela sexta vez. A melhor colocação é o oitavo lugar na Austrália, em 1991. Já a seleção masculina disputou a competição quatro vezes e o melhor resultado é um 12º lugar (1986/1998). |AO

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