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Tumultos marcam rodada da 2� Divis�o

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres A 2ª rodada do quadrangular decisivo do Alagoano da 2ª Divisão de domingo foi marcada por duas vitórias significativas de CSA e Ipanema, mas também por muita confusão, terminando na delegacia, ao final de uma das partidas. O fato mais grave aconteceu no fim do jogo Ipanema 2x1 Bandeirante, em Santana do Ipanema. Segundo relatos, tudo em função de uma penalidade máxima marcada aos 50 minutos de jogo e por seis minutos de acréscimo determinados pelo árbitro Flávio Feijó de Omena. Segundo o dirigente do Bandeirante, Manoel Nascimento, ?o árbitro fazia uma partida impecável, mas após os 45 minutos regulamentares, ele colocou tudo a perder. Primeiro por dar seis minutos de acréscimo e depois por marcar um pênalti que não existiu, principalmente porque ele estava muito distante do lance?, acusou Nascimento. Após o término do jogo aconteceu o inesperado. Segundo informações e imagens da TV, revoltado, o patrono do Bandeirante, cabo-deputado estadual Luiz Pedro, teria partido em direção a Flávio Feijó, ainda em campo, e desferido-lhe um soco no nariz. A confusão então se generalizou e foi parar na delegacia regional de Santana. Lá, Flávio Feijó prestou queixa e fez exame de corpo de delito. ?Realmente o árbitro registrou queixa por lesão corporal e afirmou que teria levado um murro no nariz, do deputado estadual Luiz Pedro. Foi aberto, então, um Termo Circunstanciado de Ocorrência?, confirmou o agente de polícia de Santana do Ipanema Flávio Albino. ?O árbitro reserva disse também que foi ameaçado de agressão pelo deputado?, completou o policial à Gazeta de Alagoas. A reportagem da Gazeta tentou falar tanto com o acusado de esmurrar o árbitro, deputado Luiz Pedro, como com o próprio Flávio Feijó. O primeiro estava com os telefones desligados, já o árbitro preferiu não falar sobre o assunto. Ontem à noite, o Sindicato dos Árbitros fez uma reunião para decidir se pára ou não de apitar jogos do Bandeirante, em protesto contra a agressão sofrida por Flávio Feijó, que é presidente do sindicato. Até o fechamento desta edição, o resultado ainda não tinha saído. Pedradas Em Teotônio Vilela, tumultos também marcaram a partida Teotônio 0x2 CSA. Dentro do Estádio José Nelson de Farias (O Medalhão), alguns incidentes foram registrados, como a queda de um alambrado, provocada por torcedores do CSA quando comemoraram um dos gols, e parte da arquibancada metálica que cedeu, onde estava a torcida azulina. Mas ninguém saiu machucado, pois a polícia pediu aos torcedores que saíssem das arquibancadas, evitando maiores danos. O problema maior foi fora do estádio, ao término do jogo. Uma chuva de pedras atingiu os ônibus da delegação, da torcida e dos dirigentes do CSA, danificando os vidros dos veículos. O meia Jean teve o olho direito atingido por estilhaços do vidro, quando uma das pedras foi arremessada no ônibus. Ele foi atendido no Hospital de São Miguel dos Campos. Uma pedra atingiu também o filho do dirigente azulino Alfredo Cortez, segundo informou o diretor de futebol do CSA, Carlos Alberto Andrade. ?É lamentável fazer futebol como está sendo feito em Alagoas. A Federação precisa tomar as providências cabíveis. Vamos levar o fato aos dirigentes da FAF e ao Ministério Público, pois isso não pode mais acontecer?, reclamou Andrade. O maior absurdo, conforme ele, foi o episódio em que ?um ônibus circulava o estádio, com torcedores de Teotônio em cima do capô, arremessando pedras na torcida do CSA que estava dentro do estádio?, disse. Houve revide e as pedras iam de um lado para o outro. O dirigente do Teotônio Ednilton Lins isentou os torcedores do Teotônio. ?Quem garante que eram torcedores do Teotônio? O povo de Teotônio é muito pacato?, afirmou.

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