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Nº 5716
Esportes

T�cnico diz n�o temer rea��o da torcida

Rio de Janeiro - O técnico Luiz Felipe Scolari afirmou, ontem, logo depois de anunciar a lista definitiva dos 23 jogadores convocados para a  Copa do Mundo, que não teme uma reação furiosa da torcida, pela ausência do atacante Romário. O treinador disse q

Por | Edição do dia 07/05/2002 - Matéria atualizada em 07/05/2002 às 00h00

Rio de Janeiro - O técnico Luiz Felipe Scolari afirmou, ontem, logo depois de anunciar a lista definitiva dos 23 jogadores convocados para a  Copa do Mundo, que não teme uma reação furiosa da torcida, pela ausência do atacante Romário. O treinador disse que recebeu com naturalidade as manifestações de sexta-feira quando, na sede da CBF, acabou sendo hostilizado por um grupo de torcedores. “Existiam alguns mais exaltados, mas dentro de uma noção do que é civilidade”, disse ele. “Eu já disse que entendo a posição do torcedor, mas eu decido em cima daquilo que eu acho que é mais interessante para a seleção. Cada um tem o direito de se expressar e eu respeito. Eu só acho que as pessoas precisam ter respeito também para com aqueles que estão trabalhando na seleção”, acrescentou. “Mas eles não faltaram com o respeito para comigo. Houve um ou outro gesto mais forte, mas nada que a gente não esteja acostumado”, concluiu. Pouco antes das 14 horas, horário previsto para a divulgação da lista, aumentou a pressão de torcedores em favor de Romário. Portando cartazes e gritando palavras de ordem, um grupo de aproximadamente 30 torcedores se aglomerou em frente ao Hotel Intercontinental, na zona sul do Rio, onde foi realizada a entrevista coletiva. “Felipão. Quem te colocou na seleção foi o povo. A seleção é do povo e não do Felipão. O Povo quer Romário”, dizia um dos cartazes. “Sem Romário, a zebra é certa,” advertia outro. Torcida pede Romário Um grupo que se auto denominava “Torcida de Cristo” também aderiu ao “lobby” pró-Romário. Numa faixa, o grupo escreveu. “Torcida de Cristo declara: Felipão convoque aquele que chora pela Nação” - uma alusão ao episódio do dia 4 de abril, quando Romário chorou ao pedir uma nova chance na seleção. Felipão não se assustou com o lobby de ontem. “Ganhando ou perdendo, a escolha é minha. Prefiro passar por bode expiatório, mas apresentar a minha convocação e não pela cabeça dos outros. Se eu não ganhar (mesmo com Romário), estou morto da mesma maneira”, explicou ele.

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