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Melhor brasileiro em 2005, Scherer cai na �gua hoje

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Sem Thiago Pereira, que não veio a Montreal por causa de uma contusão no joelho, a renovada natação brasileira apela para um veterano das piscinas para conseguir um bom resultado no 11º Mundial de Esportes Aquáticos, no Canadá. Duas vezes medalhista olímpico, bronze nos 50m livre em Atlanta-1996 e no revezamento 4x100m livre em Sydney-2000, Fernando Scherer é o atleta do país mais bem colocado no ranking da Federação Internacional de Natação (Fina) em 2005. Ele tem o nono melhor tempo do ano nos 50m borboleta (24s00), obtido durante o Troféu Brasil de natação, onde carimbou seu passaporte para Montreal. Há dois anos, em Barcelona, ?Xuxa? foi o único nadador do país a disputar a final (8º lugar). ?O Xuxa está muito bem e perto de alcançar a final, como fez em Barcelona?, comentou Ricardo de Moura, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Teoricamente, ele precisaria ganhar apenas uma posição para ficar entre os oito finalistas. ?Temos também o Mangabeira, a Flávia e a Joanna, que foram finalistas em Atenas e têm condições de repetir isso aqui em Montreal?, completou Moura, referindo-se aos três nadadores que, ao lado de Pereira, obtiveram os melhores resultados do país nas últimas Olimpíadas. Gabriel Mangabeira foi o sexto colocado nos 100m borboleta, Flávia Delaroli ficou em oitavo lugar nos 50m livre e Joanna Maranhão obteve a quinta posição nos 400m medley. Além deles, a equipe do revezamento 4x200m livre (com Joanna, Paula Baracho, Mariana Brochado e Monique Ferreira) também ficou entre as oito em Atenas. ?É uma seleção que mescla a experiência do Scherer com a juventude da nova geração. Mas estamos no começo do ciclo olímpico, por isso, não dá para tomar como base os resultados dos anos anteriores?, ressaltou o coordenador técnico, que prefere não fazer previsões sobre resultados. ?Acho que a equipe do revezamento vai brigar por um lugar na final com a Suécia. Mas cada competição é diferente, vamos ver como as outras equipes se comportam. A diferença de tempo é muito pequena, e as variáveis que influem no desempenho são muitas?, explicou o dirigente. Pelada Quinto colocado nos 400m medley em Atenas-2004, Thiago Pereira era a principal esperança brasileira de medalha no Mundial, mas acabou machucando o joelho em uma ?pelada? com amigos. E o país agora corre sério risco de perder outro recordista sul-americano. Na véspera da viagem para o Canadá, Rebeca Gusmão (50m livre) machucou o joelho durante um treinamento nos EUA e dificilmente poderá competir. Apesar disso tudo, Moura evita falar em azar. ?Prefiro não falar em sorte ou azar, senão tudo vira desculpa para os nossos erros?, afirmou. ?O Thiago só não está aqui por uma imprudência dele, que mostrou sua falta de amadurecimento. Já a Rebeca foi uma fatalidade?, completou.

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