Esportes
Piv� de briga fala pela primeira vez
WELLINGTON SANTOS Repórter Um dos pivôs da briga judicial envolvendo o Corinthians Alagoano e o empresário Rivaldo Ramos, o atleta Aragoney, com exclusividade, se manifestou ontem à Gazeta de Alagoas e afirmou, categoricamente: ?Não quero retornar ao Corinthians Alagoano e, muito menos, quero negócio algum com o João Feijó, pois ele me enganou?, frisou o atleta, referindo-se à suposta reconstrução de sua casa, que teria sido prometida pelo patrono do Corinthians, João Feijó. A revolta do atleta está em consonância com a carta aberta do empresário Rivaldo Ramos, publicada em parte, ontem, na Gazeta, e que seria divulgada em vários sites de Alagoas e do país e entregues a pessoas ligadas ao futebol, quando afirma: ?Naquela época, João Feijó me autorizou a reconstruir a casa do atleta para posterior ressarcimento das despesas?. E prossegue: ?Após a execução dos serviços, João Feijó solicitou o número da minha conta-corrente, alegando que iria depositar a importância a mim devida, solicitando também que eu assinasse dois recibos, sendo que em um recibo foram feitos os descontos do IRFF, INSS e ISS, enquanto que no outro, tais descontos não foram feitos e, apesar de ter ido na sede do clube várias vezes para cobrar, estou esperando até a presente data para receber?, diz Rivaldo, na carta. Aragoney disse que, em momento algum, foi seqüestrado, como afirmou João Feijó, em entrevistas concedidas na imprensa. ?Eu saí porque ele não estava cumprindo o que tinha assinado?, disse o jogador. Sobre esse aspecto, na carta, Rivaldo relata: ?Em 2004, insatisfeitos com esses procedimentos dos dirigentes do Corinthians, os pais do atleta solicitaram que ele voltasse para casa (...)?. Um outro ponto que chama a atenção na carta do empresário é quando relata uma intimação que deveria ser entregue a ele e a Aragoney, num hotel de Maceió, à noite, quando estavam acompanhados do advogado André Luiz Anet, no dia 24 de maio: ?(...) Neste mesmo dia, no período da noite, quando o Dr. André Luiz fechava a conta do hotel que estava hospedado, foi interpelado por três policiais que mais uma vez pretendiam me notificar, como também notificar o atleta Aragoney?. E completa: ?Observem que incoerência: o Aragoney foi ?seqüestrado?, no entanto, a Polícia Civil sabia onde ele estava e foi lhe entregar uma notificação?, diz Rivaldo, na carta. No final, ele arremata: ?O Sr. João Feijó, além de patrocinar a perseguição que fui vítima, ainda me ameaçou com uma ?surra? quando de sua ida à residência do atleta Fábio, em horário, no mínimo, suspeito (de madrugada), no intuito de tentar convencer a mãe do atleta a assinar documentos. Tais fatos me levaram a precisar de escolta policial (...) Para me fazer essas ameaças e perseguições, que me tiravam o direito de ir e vir, fui obrigado a impetrar um habeas-corpus preventivo, tendo sido deferida a liminar (salvo conduto) pelo dr. juiz de Direito James Magalhães de Medeiros?.