Esportes
Timemania s� em 2006, afirma ministro
ABIDES DE OLIVEIRA Editor de Esportes A Timemania só entrará em vigor em 2006. A revelação é do ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, durante entrevista concedida a Gazeta de Alagoas na noite da quarta-feira passada. Segundo Queiroz, o projeto de lei que cria a loteria deve ir à votação no Congresso Nacional no próximo mês. ?Devido à crise (política no governo federal) o projeto que cria a Timemania não foi votado. Mas em agosto deve ser aprovado?, disse o ministro. Como são necessários, no mínimo, seis meses para a Caixa Econômica Federal colocar em prática a Timemania, a loteria que socorrerá os clubes brasileiros só chegará aos torcedores de todo o País no começo de 2006, ou seja, final de janeiro ou início de fevereiro do próximo ano. ?A timemania é uma grande conquista do futebol brasileiro?, avaliou Agnelo Queiroz. A Timemania é uma loteria criada pelo governo federal para sanear as dívidas dos clubes de futebol do País. Irão participar 80 clubes das séries A, B e C. Porém, a participação dos times é voluntária. A iniciativa do governo federal visa sanear as dívidas dos times com o INSS, FGTS e Receita Federal, que atualmente está em torno de R$ 900 milhões. Bolsa-atleta O Ministério do Esporte e o governo federal lançaram, na segunda-feira, o Bolsa-Atleta, que beneficiará 300 atletas de todo o País. Segundo Agnelo Queiroz, a meta é ampliar o projeto para mil atletas. Os investimentos chegarão a R$ 5 milhões. O Bolsa-Atleta é dividido em quatro categorias: Estudantil (R$ 300), Nacional (R$ 750), Internacional (R$ 1.500) e Olímpico/Para-Olímpico (R$ 2.500). ### Bolsa-Atleta tem três alagoanos na lista Três alagoanos estão entre os 300 atletas do País beneficiados com o programa Bolsa-Atleta, do governo federal. Landerson Melo Nunes, Sônia Gouveia e Bianca Andrade terão, durante um ano, ajuda financeira federal. Landerson Melo Nunes está na categoria estudantil e vai receber R$ 300. Sônia Gouveia, campeã mundial e que disputou a Para-Olimpíada de Atenas, receberá R$ 2.500 (categoria Para-Olímpico). Já Bianca Andrade, bicampeã mundial de jiu-jítsu, terá uma bolsa no valor de R$ 1.500 (categoria Internacional). Para o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, o Bolsa-Atleta é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos atletas que não dispõem de patrocínio. ?A maioria dos atletas brasileiros é pobre, tem que trabalhar. Já perdemos muitos atletas com potencial por falta de patrocínio. Nossa meta é fazer com que ele (atleta) se concentre na sua preparação e não fuja do foco, que é o treino?, disse Queiroz. Sobre o valor da bolsa, o ministro afirmou que é justo, pois está dentro da realidade. ?Por merecimento seria mais. Mas o valor condiz com nossa realidade?. Os atletas beneficiados podem continuar no programa, após um ano, caso mantenha as exigências do Ministério do Esporte. |AO