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Esporte secular, hipismo busca espa�o
ABIDES DE OLIVEIRA Editor de Esportes O hipismo é um dos mais antigos esportes existentes. Seus registros datam da Grécia antiga. Nas Olimpíadas desde os Jogos de Estocolmo, na Suécia, em 1912, a modalidade pode ser vista como nobre e até cara para alguns, mas praticá-la é mais fácil do que se imagina. A idade ideal para iniciar no esporte é seis anos. ?Enquanto o atleta tiver saúde é possível praticar o hipismo. Não existe restrição de idade para aprender?, comenta o técnico João Nadir Carneiro. No Estado, o esporte pode ser praticado na Sociedade Hípica de Alagoas, localizada na Pecuária, bairro do Trapiche da Barra. Modalidade nova no Estado, existe há apenas 11 anos, o hipismo é o único esporte onde homem (cavaleiro) e mulher (amazona) competem diretamente. As modalidades As provas são divididas em três modalidades: salto, adestramento e concurso completo. O salto é a prova mais difundida no hipismo e de maior facilidade de ser praticada. Na Sociedade Hípica apenas o salto está disponível para os atletas. Mas para montar, avisa João Nadir, é preciso toda uma preparação técnica. No primeiro ano de hipismo o aluno passa pela escola básica, destinada a iniciantes no esporte. Neste período, ele aprende a reconhecer, respeitar e montar o animal, fazer o arreamento completo. ?Todos aprendem a ter respeito e consciência de que o animal é um ser vivo irracional, que está em contado com um ser vivo racional. É importante ser amigo do cavalo?, afirma o técnico Reginaldo Martiniano. Processo Após o primeiro ano de escola, o cavaleiro ou amazona passa por um teste onde é preciso receber o reconhecimento dos instrutores e da direção da escola. Se aprovado, ele recebe uma casaca, que é um prêmio e vale como diploma. A partir daí, o atleta está apto para participar da futuro e em diante seguir as categorias, que são seis, sendo diferenciadas pela altura do obstáculo. As categorias são: minimirim (1,05m), infantil (1,10m), mirim (1,20m), juvenil (1,30m), júnior (1,40m) e sênior (1,50m). ### Esporte contribui na formação do atleta O técnico da Sociedade Hípica de Alagoas, Reginaldo Martiniano, aponta o lado positivo do esporte: ?A equitação é usada como terapia, sua prática não faz medo. Ajuda no dia-a-dia do praticante, contribuindo para uma formação melhor e um bom convívio social?. Por ser um esporte novo em Alagoas, o hipismo tem a maioria de seus atletas disputando competições nas categorias de base. ?Mas já temos alguns nas categorias júnior e sênior?, diz Reginaldo Martiniano. No Brasil O hipismo foi introduzido no Brasil pelo capitão do exército Luiz Jacomé de Abreu de Souza, que em 1863 fundou a Escola de Equitação de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Como no resto do mundo, a atividade esteve monopolizada por militares até 1938, quando foi criada a Sociedade Hípica Brasileira. Em 1941, foi criada a Confederação Brasileira de Hipismo. Nos Jogos Olímpicos, o País coleciona três medalhas. A primeira, de bronze, foi conquistada em Atlanta-96. Em Sydney-2000, o Brasil ganhou novamente o bronze. Ambas medalhas na prova de saltos por equipe. O ouro veio com Rodrigo Pessoa, em Atenas, ano passado, na prova de saltos. Em Maceió, a escola da Sociedade Hípica de Alagoas funciona de terça-feira a sexta-feira, nos dois horários. Informações: 3351-8086. |AO ### Alagoanas despontam fora do Estado Segundo os técnicos da Sociedade Hípica, o esporte vem crescendo no Estado e, apesar de ser novo, já vem obtendo resultados positivos fora de Alagoas. No início deste mês, três amazonas foram vice-campeãs por equipe do Campeonato Brasileiro Minimirim de saltos, em Salvador, na Bahia. ?Essa conquista é fruto do bom trabalho desenvolvido na Sociedade Hípica?, comenta João Nadir Carneiro. O trio alagoano vice-campeão foi formado pelas amazonas Laís Tenório de Lyra, Mariana Wanderley de Almeida e Bárbara Bandeira. No resultado geral individual Mariana Wanderley terminou em sexto lugar e Laís Tenório e Bárbara Bandeira ficaram na 11ª colocação. ?O resultado foi positivo, pois o normal é competir com quatro atletas e nossa equipe foi composta apenas por três amazonas?, afirma Reginaldo Martiniano, técnico da amazona Mariana Wanderley. Desde cedo Bárbara Bandeira, 9, e Laís Tenóro, 11, que são treinadas por João Nadir começaram a praticar o hipismo aos seis anos de idade. Mariana Wanderley, 11, está no esporte há dois anos e dois meses. ?Depois que vi uma reportagem na TV fiquei fascinada pelo hipismo. Acabei vindo para a Hípica através da Laís?, revela a amazona. Apesar de disputar o Campeonato Brasileiro na categoria minimirim, as três amazonas ainda fazem parte da categoria futuro, que é de nível estadual e Norte/Nordeste, somente para atletas iniciantes. ?Como a futuro não é reconhecida nacionalmente, elas competem na minimirim, que é a primeira categoria para quem está iniciando em campeonatos nacionais?, diz Reginaldo Martiniano. A meta das três amazonas é disputar os principais campeonatos brasileiros de saltos. Mas, até chegar a categoria principal, a sênior, elas terão que passar por cinco categorias e saltar muitos obstáculos.|AO