Esportes
Caso de atletas pode estar longe do fim
WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres A briga nos bastidores do futebol envolvendo o Corinthians-AL , os atletas Aragoney e Fábio, além dos empresários Rivaldo Ramos e André Alves, na Justiça do Trabalho, está longe de chegar a um desfecho. Na quinta-feira, em mais uma audiência no TRT-AL, duas decisões foram proclamadas em relação ao processo dos dois atletas. Uma, em princípio, favoreceu ao Corinthians em relação ao atleta Fábio. O atleta deve se apresentar ao clube para trabalhar a partir de 5 de agosto, mesmo contra a vontade do jogador. ?Ele será bem recebido no clube?, disse João Feijó, após o resultado. Na outra, o atleta Aragoney ganhou a condição de ser negociado com clubes do Brasil e do Exterior e estando livre da tutela do Corinthians Alagoano. Na sentença de Aragoney, o advogado André Anet conseguiu derrubar a medida cautelar impetrada pelo Corinthians para impedir que o atleta fosse negociado com clubes de fora do país. A reação do procurador do atleta Aragoney, Rivaldo Ramos, com a sentença foi imediata: ?Graças a Deus, ele agora está livre?, comemorou ele, que tem 25% dos direitos federativos do atleta. O Corinthians já recorreu da decisão. Ramos, inclusive, divulgou uma carta aberta se defendendo das acusações atribuídas a ele pelo patrono do Corinthians Alagoano, João Feijó. Entre elas a de que Ramos seria uma espécie de ?testa-de-ferro de uma quadrilha para aliciar atletas?. Em um dos trechos Rivaldo diz: ?(...) dei entrada de uma (sic) notícia-crime contra João Feijó, no 2º DP e recentemente também foi registrada uma queixa-crime proposta diretamente em juízo contra esse cidadão, pelas declarações infundadas a meu respeito?. ### Advogado diz que vai recorrer da sentença O advogado de Fábio e Aragoney, André Anet, afirmou que vai recorrer da decisão da sentença relativa ao processo de Fábio, na terça-feira. Segundo ele, o juiz Hamilton Malheiros, da 3ª Vara do Trabalho, proferiu a sentença de forma consciente. ?Foi uma sentença brilhante, apesar de nós discordarmos dele?, afirmou Anet. A discordância do advogado está em vários pontos da sentença, sobretudo no que diz respeito à multa estipulada em caso de o atleta ir para outro clube, que terá de ser paga por esta equipe, no valor de R$ 2,6 milhões. ?Essa multa ultrapassa a soma dos valores dos salários anuais [12 salários, 13º, 1/3 de férias]. E, pela Lei Pelé, quando esse valor é ultrapassado, a multa é nula. Inclusive, pleiteamos isso, mas o juiz não entendeu. Nesse caso, houve uma afronta à Lei e vamos recorrer?, disse. Ele reafirmou que Fábio teria assinado documentos em branco com o Corinthians, fato que, segundo Anet, foi confirmado pela mãe do atleta, em audiência. ?Fatos como esse nos levam a crer na autenticidade das acusações ao Sr. João Feijó, feitas pelo atleta Deco, no livro Deco, o preço da glória, que relata a vida do jogador?, disse Rivaldo Ramos, na carta aberta à imprensa. Sobre essa questão, Deco relata no livro o seguinte: ?Numa altura em que era bem mais ingênuo e ainda não conhecia bem o modo de funcionar de João Feijó, a pedido dele, assinei vários contratos - tipo da CBF - que estavam em branco. (...) Na minha inocência, acabei por fazer. (...) Nessa fase complicada da polêmica ele acabou por utilizar esses contratos como forma de chantagem e ameaça?, diz Deco. |WS/FM