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� preciso capacitar melhor, diz Borges

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Modesta. Desta forma Gustavo Borges analisa a situação da natação brasileira na atualidade. Situação refletida no Mundial de Esportes Aquáticos, em julho, na cidade canadense de Montreal, que acabou com a presença do país em apenas duas finais. E para ajudar a reverter o quadro, o nadador, aposentado desde o final dos Jogos Olímpicos de Atenas, no ano passado, volta às piscinas com uma metodologia que aposta na capacitação de professores para privilegiar a base e garimpar novos atletas. Assim, Borges criou um programa de natação que mescla conhecimentos e habilidades desenvolvidas durante toda a vida do profissional. Intitulado Metodologia Gustavo Borges, o programa ganhou um incentivo, quando o nadador anunciou uma parceria com uma rede de academias, aumentando para quase 150 o número de profissionais capacitados a ensinar o método. ?A falta de troca de informações e capacitação técnica são as grandes deficiências do nosso País. Além disso, também falta infra-estrutura, mas isso só consegue ser melhorado com dinheiro. A gente precisa de investimento em infra-estrutura e capacitação técnica?, disse Borges. ?A grande vantagem da metodologia é exatamente essa troca de informação e o crescimento constante?, completa. A capacitação profissional é feita com um treinamento inicial de cerca de 30 horas e um processo de adaptação, com uma série de avaliações, que pode levar até oito semanas. Além disso, o método tem uma revisão anual, com dicas de Gustavo Borges. Para Borges, o trabalho de capacitação realizado no Brasil ainda é deficiente. ?A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) faz dentro dos próprios limites. Bato nessa tecla porque sinto uma necessidade. Isso é feito de maneira modesta?, afirma o nadador.

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