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MP ouve torcidas e tem m� impress�o

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS GILVAN FERREIRA Repórteres A primeira audiência do Inquérito Civil Público aberto pelo Ministério Público Estadual, para apurar as responsabilidades de integrantes das torcidas organizadas em episódios de vandalismo nos estádios de futebol, já trouxe as primeiras constatações graves. O resultado da audiência pode custar caro tanto à Mancha Azul, do CSA, como à Comando Vermelho, do CRB. Em depoimentos separados que duraram quase quatro horas com os presidentes da Mancha, Marcelo Rocha, e da Comando Vermelho, João Correia, os promotores Max Martins, Denise Guimarães e Artur Melo estranharam que a diretoria da Mancha Azul, que tem cadastrados mais de dois mil componentes, tenha sido eleita com apenas 15 pessoas votantes. ?Achamos o fato estranho de uma diretoria de torcida com tantos componentes ser eleita com pouco mais de 15 votos?, frisou o promotor Artur Melo. ?De qualquer forma, vamos analisar com cuidado os documentos que eles nos trouxeram?, completou o promotor. Sem registro Mas o que chamou a atenção mesmo dos promotores na audiência de ontem foi descobrir que a torcida Comando Vermelho não é devidamente registrada, conforme o que estabelece as normas de abertura de firma de uma entidade pública ou de direito privado. ?Eu diria que nossa impressão nessa primeira audiência não foi muito boa, porque descobrimos também que a Comando Vermelho não é registrada, o que, convenhamos, é um fato que deve ser levado em conta ao longo do processo?, ressaltou o promotor Artur Melo, sem querer, no entanto, projetar nenhum juízo de valor sobre o futuro das organizadas. ?Mas vamos analisar com calma, porque não podemos nos precipitar e dizer que só isso já levará à dissolvição delas?, completou Melo, ao acrescentar que os promotores têm um prazo de 90 dias para concluir o Inquérito Civil Público aberto pelo MP. Agora é a FAF O representante da Mancha Azul, Marcelo Rocha, foi o primeiro a ser ouvido pelos promotores, aproximadamente às 15h30. Logo em seguida, por volta das 16h30, foi a vez de João Correia, da Comando Vermelho, depor. Amanhã, por volta das 15h, de acordo com a Promotoria do Núcleo de Defesa do Consumidor do MP, será a vez de os representantes da Federação Alagoana de Futebol (FAF) prestarem seus depoimentos. Quanto à Polícia Militar, Artur Melo explicou que a audiência ainda não tem dia marcado, porque está sendo colhido todo o material requisitado pelo MP à PM, como fitas de vídeo e outros documentos. Nessa parte, segundo Denise Guimarães, está sendo levantado ainda extenso material registrado pela imprensa (TV, jornal e rádio) sobre os atos de vandalismo ocorridos após o jogo de master entre CSA x CRB, no último dia 24, no Estádio Rei Pelé. A promotora Denise Guimarães chegou a afirmar, em matéria publicada na Gazeta de Alagoas, na edição da quinta-feira (29), que, dependendo das provas que serão apresentadas, não está descartada a dissolvição (extinção) das duas facções. Antes mesmo da primeira audiência, ontem, com os presidentes das duas torcidas, os promotores Max Martins, Artur Melo e Denise Guimarães participaram de um debate sobre a repercussão dos fatos, na Rádio Gazeta AM, juntamente com o coronel Antônio Brito, representantes das organizadas e o vice-jurídico da FAF, Orlando Lins.

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