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Torcidas n�o cumprem normas do MP

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| GILVAN FERREIRA Repórter Sob investigação do Ministério Público Estadual (MPE), as duas maiores torcidas do futebol alagoano, Mancha Azul, do CSA, e Comando Vermelho, do CRB, ainda não cumpriram nenhuma das normas determinadas pelos promotores que investigam os atos de violência e vandalismo promovidos pelas duas facções. Até a última sexta-feira, os promotores Max Martins, Denise Guimarães e José Athur Melo, ainda não tinham recebido a documentação exigida aos dirigentes das duas torcidas, como atas de formação, documentos de cartórios, relação de associados, entre outros documentos. O prazo para a entrega da documentação e o cumprimento de outras normas serão concluídos amanhã. Os promotores aguardam a documentação, que também inclui relatórios da Secretaria de Esporte e Lazer e Polícia Militar de Alagoas para definir sobre o futuro das organizadas. O não-cumprimento das normas exigidas pelo MP, cujo inquérito deve ser concluído no próximo dia 25, pode provocar a dissolução das torcidas organizadas. Também é provável que o MP exija um termo de ajuste de conduta. Risco O próprio presidente da Torcida Organizada Comando Vermelho, Bruno Alberto Tenório, 20, antecipa a possibilidade de extinção da organizada. Tenório sugere que não terá como cumprir o prazo e as medidas determinadas pelos promotores. ?Eu acredito que a Comando Vermelho pode ser extinta pelo Ministério Público de Alagoas. Isso já aconteceu com torcidas organizadas em outros estados. Nós não temos como cumprir as determinações dos promotores dentro do prazo, mas acho que esse não é o melhor caminho, pois, sem as torcidas organizadas, os estádios vão virar terra de ninguém. Hoje, ainda é possível identificar o torcedor que se envolve em uma briga, uma confusão, pois ele está com o uniforme da organizada, mas sem as torcidas será difícil identificar os torcedores. Ninguém saberá quem é quem?, disse Tenório. O promotor Max Martins discorda da versão de Bruno Tenório. ?Com o fim das facções, eles também não vão brigar, pois não vão saber quem é quem?, rebateu. ### Dirigente da Mancha Azul não acredita na extinção Apesar de também estar com a facção sob o risco de dissolução, o presidente da torcida organizada do CSA, Mancha Azul, Marcelo Jorge Rocha Santos, 41, não acredita em uma punição mais severa por parte do Ministério Público. ?Eu não acredito que o Ministério Público decida acabar com as torcidas organizadas, acho que eles devem cobrar mais rigor e o cumprimento de algumas exigências, mas creio que não vão ser tão duros contra as torcidas organizadas?, antecipou Rocha. Festa e animação O presidente da torcida azulina disse que não aceita a maioria das críticas contra as organizadas, que seriam responsáveis pela festa e motivação dos torcedores nos estádios. Ele acrescenta ainda que uma provável punição pode ser inócua. ?Em São Paulo eles acabaram com algumas torcidas, que surgiram de novo com outros nomes. Até o promotor que defendia a extinção das facções hoje passou a defendê-las, pois, ele acha que fica mais fácil identificar e controlar os torcedores?. |GF

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