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Mais dois mortos ap�s briga de torcidas

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São Paulo - Além do palmeirense Diogo Lima Borges, 23, o clássico paulista de domingo registrou a morte do corintiano Wellington Martins, 24. O confronto entre as torcidas rivais que terminou em tragédia aconteceu próximo à Avenida Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, após o jogo entre as duas equipes (1x1), no Morumbi, por volta das 20h10. Cerca de 60 corintianos estavam seguindo no sentido Centro quando aproximadamente 100 palmeirenses apareceram. Houve uma briga generalizada e depois disparos foram feitos. Um deles atingiu a cabeça de Wellington. O torcedor corintiano deu entrada na Santa Casa municipal e faleceu às 20h30. Outra morte Ontem, o torcedor da Ponte Preta Anderson Tomaz morreu depois de receber uma paulada na cabeça durante uma briga com torcedores do São Paulo, em Campinas. O ponte-pretano teria provocado rivais que estavam retirando o ingresso gratuito, nas bilheterias de fundo do Estádio Moisés Lucarelli, para assistir à partida de amanhã. O jogo é um dos 11 remarcados pelo STJD e que foram apitados por Edílson Pereira de Carvalho. Anderson Tomaz levou uma paulada na cabeça, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e depois levado para o Hospital Mário Gatti, próximo ao Majestoso, onde foi constatado o traumatismo crânio-encefálico e, posteriormente, a morte. Dois torcedores do São Paulo teriam sido presos pela Polícia Militar. ### Torcedores invadem treino do Botafogo A seqüência de sete partidas sem vitória está deixando os torcedores do Botafogo revoltados com a situação da equipe na tabela do Campeonato Brasileiro. Ontem, cerca de 30 membros da torcida organizada Fúria Jovem invadiram o Centro de Treinamento de Caio Martins para cobrar empenho dos jogadores. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, teve que interferir e evitar que os torcedores entrassem em campo para interromper o treinamento da equipe, que vem de uma derrota para o Fluminsene, por 3 a 2. Mesmo assim, os torcedores foram para a arquibancada do estádio e criticaram o volante Juca, o atacante Guilherme e, principalmente, o técnico Celso Roth. Apenas o volante Jonílson e o atacante Ricardinho foram poupados pela torcida botafoguense, que não aceita a fraca campanha do time da estrela solitária. CONVERSA Após o treino, Bebeto de Freitas tentou convencer o treinador do Botafogo a conversar com os torcedores, mas teve o seu pedido negado. Apenas o zagueiro Scheidt, o goleiro Max e o atacante Alex Alves, além de Bebeto, foram falar com os integrantes da torcida, que cobraram um maior empenho dos jogadores, como disse Max. ?Vieram conversar e avisar que estão juntos de nós, que estão sempre nos apoiando. Eles pediram uma maior dedicação e a volta das vitóriase, vamos nos doar mais ainda nos jogos?, garantiu. O técnico Celso Roth explicou também porque não entrou no vestiário junto com os jogadores para conversar com os torcedores. ?Estou acostumado com isso, é normal. Já passei isso em outros clubes. Como os atletas foram falar com eles, não vi a necessidade de ir conversar com os torcedores?, afirmou o técnico. Uma patrulha da Polícia Militar foi chamada para ficar de sobreaviso, após a invasão do Estádio Caio Martins.

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