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Carlos Ramiro e Lauthenay lembram a �poca de ouro

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| WELLINGTON SANTOS Repórter Um dos que viveram intensamente as deliciosas histórias de Carlos Ramiro Bastos foi o diretor do Museu dos Esportes, Lauthenay Perdigão, ex-centroavante do CSA, na época em que ?CRB? era o presidente dos aspirantes do Azulão do Mutange, nos anos de 51, 52 e 53. ?Ele era tão apaixonado pelo CSA que, às vésperas dos jogos, dormia na concentração?, revela Lauthenay. ?Eu fazia isso para vigiar os meus jogadores, principalmente nas vésperas de clássicos contra o CRB?, diverte-se ?seu CRB?, ao confirmar a história de seu antigo pupilo. Nessa época, o técnico do CSA era o irmão de Carlos Ramiro Bastos, Alfredo Ramiro Bastos, que, além de ter sob seu comando o então artilheiro Lauthenay, tinha, no elenco, o hoje diretor de Registros da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Walfredo Oliveira. O puxa-saco Carlos Ramiro Bastos relembra com bom-humor de um fato acontecido em sua passagem como presidente do CSA que ele sempre conta nas rodas de amigos. ?Era o King que, certa vez, quando o CSA já ganhava por 4x0 uma partida tranqüila no Mutange, fez questão de forçar um pênalti duvidoso e brigou com o árbitro para ele marcar de qualquer jeito?, narra. ?O árbitro deu. O King fez o gol e depois disse que tinha brigado com o juiz para marcar um gol e me agradar?, diverte-se Bastos. ?Mas isso diz muito da amizade e do espírito que existia entre jogadores e a diretoria naquele tempo bom. Coisas que não existem mais?, justifica. Mulheres proibidas Outro fato curioso, dentro da história folclórica do clássico entre CSA e CRB, segundo Lauthenay Perdigão, ocorreu em 1985, desta feita com um presidente do CRB. O Galo tentava impedir o bicampeonato do rival CSA, mas fazia uma péssima campanha. Perdeu os dois primeiros turnos para o clube azulino, embora o plantel estivesse cheio de bons valores. O então técnico China achava que o time, em vez de jogar bola, se especializava em ?paqueras e namoricos? inconseqüentes. O julgamento do treinador foi aprovado pelo presidente do clube, o durão Osvaldo Gomes de Barros. ?Decretou-se, então, na Pajuçara, uma guerra às mulheres, e os jogadores estavam rigorosamente proibidos de paquerar e namorar?. Segundo Lauthenay, até as folhinhas de nus artísticos e revistas de mulheres peladas foram terminantemente proibidas de transitar pela concentração do CRB. Palavra de presidente! Mas não adiantou. O CSA acabou mesmo sendo campeão.

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