Esportes
Mancha e Comando v�o entrar com recurso na quinta-feira
| FERNANDA MEDEIROS Repórter As torcidas organizadas Mancha Azul, do CSA, e Comando Vermelho, do CRB, deverão entrar com recurso, na quinta-feira, contra a liminar do juiz da 11ª Vara Cível, Jerônimo Roberto dos Santos, que suspendeu, na semana passada, as atividades das duas facções organizadas. ?Estamos estudando a possibilidade de recorrer contra essa decisão, mas é bem provável que o façamos na próxima quinta-feira?, revelou o advogado contratado pelos dirigentes da Mancha Azul, Marcelo Vieira. ?Entendemos que a continuidade das atividades das torcidas não traz prejuízo algum para a população?, emendou. Mancha Azul e Comando Vermelho tiveram de suspender as atividades - entre elas, a comercialização de materiais alusivos às facções - a pedido dos promotores do Ministério Público Max Martins, José Athur Melo e Denise Guimarães, responsáveis pelas investigações das denúncias de atos de violência praticados por integrantes das duas organizadas. ?Também vamos recorrer contra essa decisão de não podermos entrar nos estádios com as camisas ou quaisquer materiais alusivos à torcida?, afirmou o presidente da Comando Vermelho, João Correia. Extinção Sobre o pedido de extinção das duas torcidas, também feito pelo Ministério Público, o advogado Marcelo Vieira explicou que está preparando a defesa da Mancha Azul. O prazo para a apresentação da defesa é de 15 dias, contados a partir da data em que foi feita a juntada do processo - na sexta-feira. ?Vamos contestar a Ação Civil Pública promovida pelo MP, que pede a extinção das organizadas?, explicou Marcelo Vieira. Como o Judiciário só volta às atividades na próxima quinta-feira, por causa dos feriados do dia do funcionário público (28 de outubro) e de amanhã (Finados), o prazo começa na quinta-feira. Esquema criticado No fim de semana, após a divulgação, na Gazeta de Alagoas, do esquema de segurança que a Polícia Militar pretende implantar nos jogos entre CSA e CRB, no Estádio Rei Pelé, vários torcedores ligaram para emissoras de rádio e debateram em sites locais de futebol, fazendo críticas à medida que, segundo o comandante do Policiamento da Capital, coronel Antônio Brito, impede torcedores do time visitante de irem ao estádio vestidos com a camisa do clube.