Esportes
Fl�vio Barros acusa CRB por trai��o
| WELLINGTON SANTOS Repórter As declarações do treinador Flávio Barros dadas ao Programa Esportes em Destaques, da Rádio Difusora de Alagoas, na última segunda-feira, abriram ainda mais o abismo que ficou entre o treinador e o CRB. Tudo por causa do não acerto financeiro entre o clube e Flávio Barros, após a participação do alvirrubro praiano no Campeonato Brasileiro da Série B. O treinador reclamou do tratamento que foi dispensado a ele pela diretoria regatiana durante o período em que aguardava ser confirmado como técnico do CRB para a temporada 2006. Na entrevista à emissora, Flávio Barros - campeão alagoano deste ano pelo ASA - disse textualmente que ?foi apunhalado? pela diretoria regatiana. A Gazeta tentou um contato com o técnico, ontem, mas seu telefone celular estava na caixa postal. A reportagem tentou por várias vezes também, ontem, contato com o vice-presidente de Futebol alvirrubro, Gustavo Feijó, mas também não foi possível falar com o dirigente. Mágoas Durante boa parte de sua entrevista, o técnico demonstrou ainda não ter esquecido o período em que aguardou exaustivamente uma proposta efetiva do CRB para a temporada 2006. ?Não tenho time de futebol, mas não custava nada me ligar. Acho que fui apunhalado?, resumiu. Se para bom entendedor poucas palavras bastam, as palavras do técnico foram direcionadas a Gustavo Feijó, que negociou a contratação de Flávio Barros para os três jogos finais do Campeonato Brasileiro da Série B deste ano (na época, ele substituiu, de surpresa, o então treinador do Galo, Luís Carlos Cruz). Segundo Barros, Feijó teria prometido que voltaria a comandar o CRB no Campeonato Alagoano de 2006. Flávio Barros chegou, inclusive, a dar entrevistas na imprensa dando um tom de ?quase tudo certo? com o Galo, fato que terminou causando um certo constrangimento ao treinador. Desmentido O técnico campeão desmentiu também as notícias veiculadas na imprensa alagoana passada pelo presidente do ASA, Clarindo Lopes, de que ele teria pedido R$ 15 mil para treinar o Alvinegro. ?Não existe nada disso. Sei que o mercado de Alagoas não comporta este patamar salarial. O que eu pedi foi um contrato de um ano, pois desejava trazer minha família?, afirmou. Barros finalizou afirmando que o CRB ainda tem um débito com o treinador. De acordo com o site www.esportealagoano.com.br, foi realizado um pagamento ao treinador em cheque, mas o documento retornou sem fundos. Coruripe O supervisor do Coruripe Wellington Pato, para onde se especulava outro possível destino do técnico, afirmou ontem que a ida do treinador Flávio Barros já estaria totalmente descartada pelos dirigentes do alviverde do litoral sul.