Esportes
De volta do Velho Continente, Marina prepara-se para 2006
| DA EDITORIA DE ESPORTES Marina Tavares está de volta a Maceió depois de cinco meses na Europa. Do retorno do Velho Continente, a tenista alagoana, 21, trouxe três títulos de duplas (torneios em Portugal, Itália e Polônia) e dois vice-campeonatos (Grécia e Eslovênia). O tênis está na vida da atleta desde os nove anos. De lá para cá, chegou a semifinal de duplas no tradicional grand slam de Wimbledon e nas quartas-de-final, também em duplas, do rico US Open (Aberto dos Estados Unidos). Ambos no juvenil. Nessa categoria chegou a ser líder do ranking brasileiro. Já como adulta, conquistou vários títulos em duplas por torneios Europa afora e em 2003 fez parte da seleção brasileira na Fed Cup (versão feminina da Copa Davis). Na competição, a tenista alagoana enfrentou a seleção da Croácia. Surpresa nada boa Por causa de um problema de saúde, teve toda a sua programação para a temporada 2005 prejudicada. Em janeiro deste ano, após disputar um torneio, na Europa, a tenista passou por uma cirurgia de urgência no intestino. ?Estava na França para disputar um torneio, quando fui pega de surpresa com dores no abdome. Tive que ser operada às pressas. Mas graças a Deus tudo correu bem?, relembra Marina Tavares. A cirurgia fez a atleta retornar a Maceió, ficar dois meses de repouso e assim ver seu nome despencar no ranking da WTA (Associação das Tenistas Profissionais). ?Não pude defender os pontos conquistados em 2004, o que acabou me prejudicando?, afirma a tenista. No Velho Continente disputou os torneios de dupla ao lado da paulista Carla Tiene (que se afastou da temporada por causa de contusão) e da húngara Katalin Marosi, que substituiu a brasileira. Tour exagerado Por falta maior de recursos, Marina Tavares passou cinco meses na Europa, onde acabou disputando cerca de dez torneios. Número considerado, por treinadores, acima do normal para uma tenista profissional. ?Os técnicos recomendam de quatro a seis torneios no máximo. Mas por não ter recursos suficientes para retornar ao Brasil, fui obrigada a ficar esse tempo todo na Europa e disputar um número maior de competições. Porém isto não é o ideal?, garante a atleta. Atualmente, a alagoana conta com patrocínio do Grupo João Lira. Como a América do Sul é carente de torneios (o Brasil tem apenas um e Argentina e Chile outro), a tenista é obrigada a viajar para fora do País. ?Todos os torneios importantes são na Europa e Estados Unidos. Por isso, participar do circuito se torna caro. Não tenho outra opção se não jogar fora do Brasil e da América do Sul?, revela a tenista. A pré-temporada de Marina Tavares vai depender de mais patrocínios e apoios. O desejo, segundo ela, é se preparar para o circuito 2006 por um período de um mês e meio ou dois. ?Hoje venho tendo apoio da vice-prefeita Lourdinha Lyra, que se empenha para conseguir ajuda para mim?, diz a atleta, que está sem técnico. A meta para 2006 é recuperar-se no ranking da WTA. Em 2004, chegou a figurar entre as 200 melhores do mundo. Hoje está no 500º lugar.