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Na v�spera, S�o Paulo enfrenta crise
| DA EDITORIA DE ESPORTES Na véspera do jogo semifinal do Mundial de Clubes, o São Paulo enfrenta duas crises. Uma envolvendo Amoroso (renovação de contrato) e outra sobre a premiação ao elenco em caso de título. Amanhã, às 7h30 (de Alagoas), o Tricolor enfrenta Al-Ittihad, da Arábia Saudita, em Tóquio. A diretoria tricolor mostrou irritação com a posição de Amoroso, que, segundo a avaliação do presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa está ?forçando a barra? por uma renovação de contrato. Amoroso diz já ter um pré-contrato assinado com o FC Tokyo e que apenas o pagamento de uma multa de US$ 500 mil quebraria o documento e possibilitaria ao São Paulo continuar a negociação para a renovação. ?Ninguém é obrigado a assinar nada se não quiser. A opção é dele. Parece que ele (Amoroso) está provocando um pré-contrato para ganhar uma multa. Isso não vai acontecer?, comentou o presidente são-paulino. Dinheiro Além dessa polêmica toda, o São Paulo teve outro motivo de preocupação antes da estréia: a discussão sobre o prêmio que será pago em caso de conquista. Os jogadores estariam pedindo um valor de US$ 200 mil, o que corresponderia a quase totalidade do prêmio de US$ 4,5 milhões que o primeiro colocado recebe pelo mundial. O clube estaria oferecendo R$ 120 mil, que significam um aumento de 50% em relação aos R$ 80 mil que foram pagos pela conquista da Libertadores. O elenco estaria ainda dividido em seis ?panelas? e todas estariam exigindo ter um representante na mesa de negociação, o que seria uma espécie de revolta do ?baixo clero? contra o capitão Rogério Ceni, que sempre negocia pelos jogadores. Esta versão foi ironizada por Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do clube. ?Seis grupos? Como temos 23 jogadores, cada grupo teria quatro pessoas? O Bosco e o Aloísio que chegaram agora estão em qual grupo? Não tem nada disso?. João Paulo de Jesus Lopes, diretor de planejamento do clube, negou até as reuniões com Rogerio Ceni. ?O São Paulo vai ganhar o Mundial, todos vão receber um bom prêmio e todos sairão satisfeitos. Não tem problema algum entre nós?. Diante de tantas versões, Marcelo Portugal Gouvêa irritou-se bastante após a entrevista em que praticamente selou (ou aceitou?) a saída de Amoroso do São Paulo. Deu gritos com assessores, dizendo que ninguém deveria mais dar entrevistas porque o time é que saia prejudicado com este tipo de notícia. MEDO DA TORCIDA A tripulação de um vôo da Air Canadá, que levaria torcedores do São Paulo para o Japão, recusou-se a decolar com o grupo, alegando ?estarem com medo?. Cerca de 200 torcedores que embarcariam para Tóquio no domingo para assistir ao jogo de estréia do time tricolor, amanhã, ainda estavam, ontem, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). ?Disseram-nos que a tripulação está com medo de nós?, afirmou o designer Douglas Kawazu, 22 anos. Em comunicado oficial, a empresa alega que ?problemas técnicos? com o vôo AC901 a obrigaram a alterar a saída para a noite de ontem. ### Fifa quer limitar atletas estrangeiros AGÊNCIA ESTADO Tóquio - Preocupado com a globalização do futebol, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, insistiu na idéia de limitar o número de jogadores estrangeiros nas equipes. Em Tóquio, onde acompanha o Mundial de Clubes, o dirigente defendeu que o time tenha o número mínimo de 6 jogadores locais em cada partida. ?A solução passa por estabelecer um mínimo. A idéia da Fifa é que deveria haver pelo menos seis jogadores que poderiam ir para a seleção do País da equipe em questão?, disse Blatter, ao comentar a pergunta de um jornalista sobre o número de estrangeiros do Liverpool, que disputa o Mundial de Clubes. ?Um dos princípios da União Européia é o mercado livre, por isso é possível ter em campo tantos jogadores de outros países da União. Isso não acontece só no Liverpool, mas também em muitos clubes. É esta situação que não é boa para o futebol?, explicou o presidente da Fifa, que revelou já existir um grupo de trabalho na entidade para analisar esta questão. Blatter, no entanto, revelou que a Fifa não pode fazer muita coisa sozinha nesse caso. ?A identidade nacional dos clubes é muito importante, mas são os regulamentos dos campeonatos que precisam colocar limites à entrada de jogadores estrangeiros?, justificou. VETO A BRASILEIROS A Fifa reafirmou a exclusão dos três brasileiros do Al Ittihad da disputa do Mundial de Clubes, ontem, no Japão. Apesar dos esforços do clube da Arábia Saudita em reverter a situação, Pedrinho, Marcão e Lima não poderão atuar contra o São Paulo. A entidade que administra o futebol mundial anunciou antes do início da competição que havia irregularidades nas inscrições dos atletas. Pedrinho, Marcão e Lima, contratados apenas para a disputa da competição, ficaram de fora da vitória na estréia sobre o Al Ahly, do Egito.