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Ronaldinho no topo do mundo de novo
| UOL O brasileiro Ronaldinho Gaúcho, 25, é, pelo segundo ano seguido, o vencedor do prêmio de melhor jogador do mundo. No triunfo mais certo dos 15 anos de existência da eleição, o astro do Barcelona consegue o feito de ganhar com a maior diferença de pontos da história do pleito. Ronaldinho conquistou o bicampeonato no prêmio da Fifa de melhor do mundo com 956 pontos, 650 na frente do inglês Frank Lampard, segundo colocado. O camaronês Samuel Eto?o, seu companheiro no Barcelona, ficou em terceiro com 190 pontos. ?Não me sinto hoje o melhor ou o pior jogador do mundo. Me sinto o mais feliz de todos?, disse Ronaldinho. ?Volto ao prêmio com muita alegria. Espero ter a oportunidade de disputar em muitos outros anos?, completou o craque do Barcelona. Mais dois brasileiros ficaram entre os 10 primeiros colocados na eleição. Adriano, da Internazionale, foi o quinto colocado, com 176 pontos. Kaká, do Milan, foi o oitavo, com 101. A vitória de Ronaldinho Gaúcho é a sétima do Brasil nos 15 anos de premiação da Fifa. O jogador, com dois triunfos, agora se aproxima dos maiores vencedores da história, o brasileiro Ronaldo e o francês Zinedine Zidane, que somam três prêmios. Brasil Pelo quarto ano seguido, a seleção brasileira é a líder da classificação mundial da Fifa. Em 2005, o Brasil manteve-se no topo com a conquista da Copa das Confederações, na Alemanha, e com primeiro lugar das Eliminatórias sul-americanas. A seleção de Gana foi a que mais evoluiu no ano, ganhando 39 posições e chegando ao 50º lugar. Togo, outra estreante africana na Copa, subiu 33 lugares alcançando o 56º. A Austrália, segunda adversária do Brasil na Copa, ganhou seis posições e aparece em 49º. A Croácia, adversária de estréia no dia 13 de junho, é a 20ª. Enquanto o Japão, terceiro oponente, vem em 15º. No prêmio da Fifa, entregue ontem, o Brasil ficou com o troféu de melhor seleção, e Gana com o de maior evolução. ### Marta, 2º lugar, reclama de descaso no País UOL Pelo terceiro ano consecutivo, a alemã Brigit Prinz conquistou o prêmio de melhor jogadora do mundo. A atacante ficou na frente da brasileira Marta por apenas 20 pontos (75 a 55). A norte-americana Shannon Boxx foi a terceira colocada. Apesar da derrota, Marta, terceira colocada em 2004, foi o centro das atenções entre as mulheres, principalmente pelo discurso de protesto, repleto de lágrimas contra o descaso ao futebol feminino no Brasil. A alagoana caiu no choro em quase todas as respostas, justificando a emoção pela sua trajetória complicada no esporte. ?Existe uma grande diferença entre o futebol feminino na Europa e no Brasil. Aqui existe mais apoio. No Brasil, os clubes não têm interesse. É por isso que me emociono, lembrando das coisas ruins do passado?, afirma a jogadora do Umea, da Suécia. ?As meninas não jogam o ano inteiro. Jogam três meses e depois param?, continuou a brasileira. Indagada a respeito das origens do atraso do futebol brasileiro, mesmo após a conquista da medalha de prata em Atenas-2004, Marta fez questão de isentar a CBF. Para a meia, os problemas residem, essencialmente, na falta de interesse dos clubes.