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Ap�s 63 anos, Brasil tem um estrangeiro
| FOLHA ONLINE No ano em que um argentino, Tevez, foi premiado como o melhor jogador do Brasileiro, um sérvio, Petkovic, acabou escolhido como o melhor meio-campista, e um uruguaio e um paraguaio, Lugano e Gamarra, foram os preferidos para a zaga, a legião de estrangeiros chegou à seleção brasileira. Após 63 anos e 6 meses, a camisa verde-amarela voltou a ser envergada por um gringo. A tarefa coube a Marcelo Martins Moreno, que nasceu em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. ?É uma honra e um sonho saber que sou pioneiro nos times de base e que posso vestir a camisa do melhor futebol do mundo?, diz. Antes do atacante, apenas quatro forasteiros, segundo a CBF, defenderam o país. Já vestiram a ?amarelinha? o italiano Francisco Police, o inglês Sidney Pullen, o português Casemiro do Amaral e o atacante polonês Rodolfo Barteczko. O ?jejum? de estrangeiros foi quebrado em setembro, quando Moreno estreou na seleção brasileira sub-18. Primeiro, num amistoso diante da Caldense, em Minas Gerais. Depois, em partida oficial pela Copa Sendai, contra Tohuko, no Japão. A convocação de Moreno foi possível pelo fato de o atleta possuir dupla nacionalidade. Ele é filho do ex-jogador brasileiro Mauro Martins e da dona-de-casa boliviana Ruth Moreno.