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Paulist�o come�a hoje com 7 jogos
| AGÊNCIA PLACAR São Paulo - Maior vitrine no cenário nacional, o mais rico e, com certeza, o mais desprestigiado dos estaduais que terão início a partir de hoje. O paradoxo vivido pelo Campeonato Paulista advém justamente da força e tradição de seus principais clubes: Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. Em 2006, tal contradição atingirá seu ápice, já que o ?trio-de-ferro? paulista - os três grandes da capital - deverá concentrar todas suas forças na disputa da Libertadores, por mais que os discursos de seus respectivos dirigentes apregoem justamente o contrário, na tentativa de não desprestigiar o Paulistão. E o Santos deverá privilegiar a Copa do Brasil, o caminho mais curto para a Libertadores de 2007. Curiosamente, apesar desse certo desinteresse com o Estadual, os quatro grandes, sem dúvida, entram como os favoritos ao título. Suas forças, graças a treinadores e elencos recheados com alguns dos principais jogadores brasileiros e até estrangeiros - vide Tevez, Sebá, Gamarra e Lugano - são tão superiores às demais que dificilmente deverão ser surpreendidas. Além disso, exibirão, como uma verdadeira atração à parte, o duelo entre os principais técnicos em atuação no futebol brasileiro no momento: Vanderlei Luxemburgo (Santos), Émerson Leão (Palmeiras), Antônio Lopes (Corinthians) e Muricy Ramalho (São Paulo). Para um campeonato desprestigiado, não é pouco, convenhamos. Força do interior Mas, por mais que o cada vez mais apertado calendário do futebol brasileiro trabalhe para desprestigiar os Estaduais, um diferencial do Paulistão trata de mantê-lo como centro das atenções no País do futebol: a força do Interior. Clubes como Guarani, Ponte Preta, São Caetano, Santo André, América, Paulista de Jundiaí e outros, só para ficar em alguns, costumam se aproveitar desse pretenso desinteresse dos grandes clubes para mostrar as garras e aprontar algumas boas surpresas. Alguns, inclusive, chegam a ter a ousadia de se projetar no cenário nacional. Caso do Paulista de Jundiaí, campeão da Copa do Brasil de 2005 e, por isso, com direito à vaga na Libertadores deste ano. Por tamanha pretensão, ganharam, inclusive, há alguns anos uma alcunha muito apropriada para todos eles: passaram a ser chamados de ?emergentes?.