Esportes
Palmeiras estr�ia na Libertadores 2006
| DA EDITORIA DE ESPORTES São Paulo - No Campeonato Paulista, o Palmeiras lidera com 100% de aproveitamento, sempre com vitórias por um gol de diferença. Pois, hoje, contra os venezuelanos do Deportivo Táchira, o técnico Emerson Leão considera que manter o ritmo de vitórias apertadas já seria um bom resultado. O jogo às 20h45 (de Alagoas) no Parque Antarctica e é válido pela fase preliminar da Libertadores da América. A posição dos palmeirenses contrapõe a idéia de que, em um mata-mata em dois jogos, é necessário golear em casa para estar tranqüilo no jogo de volta. ?Temos que atuar de acordo com o regulamento e com a capacidade do nosso time. Por isso, não podemos pensar em goleada, mas em vitória?, disse Leão. Os palmeirenses não chegarão ao encontro com notícias boas para quem precisa de um ataque mais eficiente. No último domingo, o atacante Enílton saiu de campo contundido. O provável substituto é Washington. Se, para o Palmeiras, uma vitória por goleada seria novidade em 2006, o Táchira já sofreu uma derrota dilatada nesta temporada. Na última sexta, o time perdeu por 6 x 2 do Carabobo pelo Campeonato Venezuelano. Desfalcado de três titulares, a equipe expôs a sua fragilidade. No aspecto psicológico, o técnico Manuel Plasencia busca desdenhar da derrota. De acordo com o treinador, o resultado dilatado foi um acidente. ?Na vida e no futebol existem acidente e esse foi o caso?. BOLA E REGULAMENTO A bola e o regulamento da Libertadores geraram críticas no Palmeiras. O goleiro Marcos reclamou dos critérios de desempate, e o técnico Leão não gostou do estilo da nova bola do torneio. De acordo com o treinador, o design ?fashion? da bola, mesclando tons de cores amarelo e branco, prejudica a visão dos goleiros e o andamento da partida. ?A bola é uma porcaria, não é bola para um jogo profissional?, disparou. Os jogadores também reconheceram que a bola prejudicará muito a atuação dos goleiros, mas tentarão tirar proveito disso. ?Para o zagueiro está ótimo, a gente chuta de longe, e o goleiro não pega. Ela é ruim mesmo?, disse o zagueiro Gamarra. Já o goleiro Marcos criticou o regulamento. Na primeira fase, disputada em sistema de mata-mata, o gol marcado fora de casa é o principal critério ao final das duas partidas. ?Nunca gostei (dessa fórmula de disputa). É complicado não poder tomar gol em casa, temos que jogar melhor na casa do adversário. Se sairmos perdendo, complica, porque eles colocam os dez atrás?, afirmou o goleiro, que não acredita que o confronto será decidido na primeira partida, mesmo que o Palmeiras vença por goleada o duelo desta quarta-feira.