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Torcedores reclamam de desorganiza��o

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres Se o Campeonato Alagoano dentro de campo está a cada rodada a mil por hora com o vaivém dos clubes e disputas cada vez mais acirradas, o mesmo não pode ser dito fora dele na organização da competição, em relação ao respeito daquele que paga pelo espetáculo: o torcedor. Tudo isso porque o que se tem presenciado nos estádios de futebol é o mais flagrante descaso com quem vem freqüentando os jogos. E os exemplos não são poucos. Para citar só alguns deles, já surgiram reclamações de torcedores que chegam cedo ao estádio, mas não conseguem assistir às preliminares quando são realizadas, principalmente no campo da Pajuçara, no horário das 13h15; o descaso com a torcida visitante, como o ocorrido no jogo CRB x ASA, quando um grupo de torcedores do Alvinegro ficou sem um lugar fixo para assistir à partida; o episódio dos idosos que reclamaram porque tiveram que assistir à partida expostos ao sol; a chegada atrasada da ambulância em alguns estádios; e até a bisonha falta de uma simples placa de substituição de atletas. ### Torcedor se diz inseguro nos estádios O estudante universitário e torcedor do ASA Sérgio Lúcio foi um dos que reclamaram da organização do jogo entre CRB x ASA, realizado na terceira rodada da competição, no dia 22. Segundo ele, quando chegou ao estádio da Pajuçara, com um grupo de dez torcedores do Alvinegro, a Polícia Militar não soube informar onde eles iriam ficar. ?Perguntei a um PM onde era o local destinado a nós, torcedores do ASA, e ele disse que não sabia. Depois foi que um outro policial chegou - um tenente - e nos disse que teríamos de ficar nas arquibancadas metálicas atrás do gol?, lembra. Mas chegando ao local, ele disse que ficou surpreso porque lá já tinham cerca de 40 torcedores do CRB. ?Precisou a PM pedir aos torcedores do CRB que saíssem do local, que era destinado a nossa torcida?, acrescenta. Segundo Sérgio Lúcio, situações como essa passam a amedrontar os torcedores visitantes nos estádios dos clubes mandantes. ?Nos sentimos inseguros. Naquele jogo, eu era o único do grupo que estava com a camisa do ASA e terminei ficando com medo de sair do estádio?, revelou, acrescentando que outro problema freqüente nos estádios é o fato de torcedores dos dois clubes comprarem ingresso nas mesmas bilheterias. ?É tudo misturado?, critica. Assim como o co-irmão do ASA de Arapiraca, o jornalista e regatiano Marcos Rodrigues, devidamente paramentado de vermelho e branco, defronte do Severiano Gomes Filho, no dia do jogo CRB x ASA, não poupou as falhas na organização da entrada do campo da Pajuçara, pela demora em abrir os portões. ?Isso tem ocorrido com uma freqüência absurda. O torcedor chega cedo e fica exposto ao sol e no meio do tumulto aqui, porque os caras não conseguem abrir os portões mais cedo, para facilitar a vida do torcedor que chega cedo e quer se acomodar em um lugar melhor. Parece existir um certo prazer em fazer as pessoas sofrerem?, analisou o jornalista, que presenciou o mesmo problema no jogo anterior do Galo contra o CSE, no campo da Pajuçara. |WS e FM

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