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Nº 5731
Esportes

Um atacante alvirrubro fora de combate

WELLINGTON SANTOS Repórter Tico Mineiro, o irrequieto atacante do CRB, está fora de combate e “doidinho” para sair da agonia do tratamento no joelho a que está se submetendo. Nessa entrevista à Gazeta de Alagoas, ele mostra como está o problema

Por | Edição do dia 12/02/2006 - Matéria atualizada em 12/02/2006 às 00h00

WELLINGTON SANTOS Repórter Tico Mineiro, o irrequieto atacante do CRB, está fora de combate e “doidinho” para sair da agonia do tratamento no joelho a que está se submetendo. Nessa entrevista à Gazeta de Alagoas, ele mostra como está o problema e sua perspectiva depois da cirurgia que o tirou dos gramados. Gazeta - Como está o tratamento no joelho? Entrevistado - Até o momento está tudo bem e dentro da estimativa do departamento médico. Tudo que agente tem feito está fazendo com toda cautela possível devido ao problema sério que ocorreu comigo. O processo é demorado, mas tudo dentro do planejado para a gente jogar no mês que vem, em mais 20 ou 30 dias. Soube-se que esse problema no seu joelho é antigo. Quando realmente apareceu? Ele apareceu na Coréia do Sul e no retorno prematuro ao Brasil para fazer o tratamento nesse joelho. Mas eu me recuperei totalmente no país. Infelizmente, ano passado me machuquei de novo neste mesmo joelho (direito) quando estava no Corinthians Alagoano jogando contra o ASA. Não tive tempo hábil para me tratar em função do calendário, pois você sabe que aqui no Brasil isso é complicado. Daí isso dificultou bastante para me recuperar. No ASA, cheguei a sentir de novo aí foi quando ocorreu o contrato com o CRB. Daí fiz três jogos e senti um pouco num choque com um companheiro e até que superei muita coisa, mas aí a opção foi parar, fazer uma artroscopia e fazer mesmo essa cirurgia para estar bem para dar alegrias à torcida do Galo. O que é essa contusão? É um problemazinho na cartilagem que prejudicou um pouco o menisco. Daí o médico Sérgio Canuto fez a limpeza (artroscopia) deu a limpada no menisco. Mas o resultado da artroscopia foi espetacular e me deu garantias de que estarei 100%. É verdade que você tomava remédio para aguentar as dores? É sim. Joguei muito no Corinthians e no ASA por meio de medicamento, parava muito durante a semana para fazer um tratamento imediato. Você teve receio e relutou em se submeter a cirurgia porque poderia comprometer sua carreira, foi verdade isso? É, foi verdade. Conversamos bastante com as pessoas até chegar num denominador. Minha família, a diretoria, o médico do CRB, doutor Luiz Fernando, e o especialista. Houve o consenso entre todas essas partes e decidi que era melhor eu parar. Isso quer dizer que para estréia do CRB no dia 22 na Copa do Brasil você está fora, principalmente pelas condições do gramado do estádio de Macapá, que dizem ser péssimas? Olha eu tô querendo atropelar mesmo para jogar logo, para ciscar, sou irrequieto (risos), mas os caras (os médicos e fisioterapeutas) me dizem que tenho que ter calma. Claro que essa situação é muita chata. O meu problema foi grave. Então diante disso para o dia 22 não vai dar porque está muito perto e não posso jogar. Você assistiu ao clássico? Sim. Por falar em irrequieto e ciscar muito, como você analisou o ataque do CRB no clássico diante do CSA, já que é um setor que vem sendo muito criticado por não ter muita mobilidade e finalizações, apesar do esforço do Júnior Santos? Sentiu agonia por não estar lá dentro? Os meninos (o Júnior Santos e o Adriano) são novos e deram tudo. Mas pela experiência minha e do Cristiano e por tudo o que fizemos no próprio futebol alagoano poderia existir um maior respeito. Não que fôssemos o salvadores da pátria. Agora, no próximo, compadre, não vai ter para ninguém. Eles realmente tiveram tudo para matar o jogo, mas se Deus quiser eu estarei lá dentro e não vai ter moleza, o bicho vai pegar. Foi a chance que eles tiveram. Eu quero jogar esse clássico, porque só penso nele, é bonito demais. Fiquei com as mãos suadas. E onde surgiu o apelido de Tico Mineiro, se você é baiano? Foi na Desportiva do Espírito Santo quando eu saí do Democrata de Minas Gerais para lá. Existia um Tico lá e acabou pegando Tico Mineiro, já que eu joguei em Minas, para diferenciar e causou certa confusão no início porque eu sou baiano. Mas terminou pegando e estou muito satisfeito com o Tico Mineiro porque me deu bastante sorte na minha carreira. Sabe quantos gols fez na carreira? Com certeza não é mil como o baixinho (Romário) lá (risos). Mas são bastantes gols, embora eu não tenha parado para contar. Como foi sua experiência na Europa e na Coréia? Foi uma coisa muita rápida e um impacto grande na vida já que eu tinha 19 anos. E foi muito boa, fui contratado pelo Benfica para jogar no Alverca, a filial do Benfica. Depois acabei indo para o Dragons da Coréia, por dois anos e meio. Foi importante para minha cultura e carreira pois fui muito bem lá. E as tranças, como surgiram? Foi no Botafogo com o Márcio Santos, mas depois acabei cortando lá mesmo. Depois voltei a adotar e usar meu estilo próprio e nada de comparar com o Oséas, ex-Atlético-PR. ### QUEM É Nome: Tico Mineiro Idade: 31 anos Times: Democrata-MG, Desportiva, Criciúma-SC, Botafogo-RJ, Portuguesa Santista, Alverca de Portugal, Dragons, da Coréia, Corinthians-AL, ASA de Arapiraca. Natural: Belmontes, Sul da Bahia.

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