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Nº 5730
Esportes

�rbitros se defendem de reclama��es

WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres “Tenho plena consciência de que os lances e as marcações que ocorreram no jogo em Matriz do Camaragibe foram corretos e tiveram a intenção de acertar. E a ligação de que eu fui premeditado, como o preside

Por | Edição do dia 05/03/2006 - Matéria atualizada em 05/03/2006 às 00h00

WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Repórteres “Tenho plena consciência de que os lances e as marcações que ocorreram no jogo em Matriz do Camaragibe foram corretos e tiveram a intenção de acertar. E a ligação de que eu fui premeditado, como o presidente do Bom Jesus quis insinuar, não tem nada a ver com o meu parentesco com o funcionário do Ipanema”. Essa afirmação foi feita pelo árbitro Silvio Acioli, em tom de desabafo, à Gazeta, na sexta-feira, para rebater a acusação do presidente do Bom Jesus, Edvaldo Lins da Silva, o Panga, de que ele e o assistente Edésio Fernandes teriam prejudicado o Bonja por má-fé, no jogo contra o Ipanema, quinta-feira, com vitória para o time visitante, por 2x0. Esse foi apenas um dos episódios registrados na semana passada, em que a arbitragem alagoana passou por seu momento mais crítico, desde o início do Campeonato Alagoano. As ocorrências nos jogos Bom Jesus x Ipanema e Corinthians x ASA trouxeram à tona o afunilamento da competição e a disputa dos que lutam para se classificar e dos que fogem do rebaixamento, a tendência é que haja, de agora por diante, uma pressão muito maior sobre os árbitros e assistentes. As primeiras providências depois disso foram a suspensão de árbitros por parte da Comissão de Arbitragem (Ceaf-AL) e a atitude do ASA de pedir árbitro de fora daqui para a frente. Até então, os árbitros e assistentes tinham passado quase que despercebidos, pelo bom nível mantido e pela discrição, nas partidas. Parentes Panga insinuou, inclusive, um parentesco de Silvio Acioli com um funcionário do Ipanema, como um dos motivos para o suposto favorecimento ao clube. Sobre isso, Acioli respondeu: “O meu pai sempre foi funcionário de clubes, como o Capela, por exemplo. Mas nunca usei isso contra esse ou aquele time para prejudicar ninguém. Prova disso é que apitei o jogo em que o Capela foi rebaixado para a 2ª Divisão, time que na época meu pai trabalhava”, completou. A Gazeta apurou que o tal funcionário citado por Panga como parente de Silvio, que trabalha no Ipanema, é o pai do árbitro, conhecido como “Seu Antônio”, o “Pelé”, que cuida do gramado do Estádio Arnon de Mello. Sobre esse episódio, o presidente da Ceaf-AL, Sebastião Canuto, foi em defesa de Silvio e Edésio: “Se houver erro, é normal, pode ocorrer, acontece em todo o Brasil e no mundo. Agora esse negócio de atribuir à má-fé, como foi alegado, é coisa de dirigente amador”, disse. “Se houver erros gritantes, a gente chama o árbitro, conversa e suspende, mas atribuir a esse tipo de coisa não dá para aceitar”, completa Canuto. Gols anulados Revoltada com a arbitragem alagoana, a diretoria do ASA decidiu solicitar da FAF que sejam escalados árbitros de fora para comandar os quatro jogos restantes do Alvinegro, nesta fase. “O jogo de domingo [hoje] não terá árbitro de fora porque não deu tempo de a gente pedir à FAF”, explicou o diretor de Marketing do ASA, Ricardo Almeida. E ele justifica a decisão: “Sabemos que a campanha do ASA não é boa, mas quando a gente vence os jogos, os juízes anulam nossos gols. Foi assim contra o Coruripe e Corinthians, quando fizemos gols legítimos e foram anulados. Já contra o CRB, houve um pênalti claro a nosso favor e não foi marcado. Outro fato é que o árbitro marca uma coisa e os bandeiras outra. Não há sintonia entre eles. E o pior é que essa falta de sintonia tem nos prejudicado”, reclamou. Segundo o presidente do Sindicato dos Árbitros (Sindafal), Flávio Feijó, não é bom para o futebol nem para a arbitragem alagoana quando os clubes pedem árbitros de fora. “Mas os dirigentes têm o direito de fazer isso e não podemos contestar”. Quanto às críticas, ele disse: “No contexto geral, a nossa arbitragem tem se apresentado bem. Já tivemos 65 jogos neste campeonato e em apenas dois ou três os árbitros não foram felizes, inclusive eu, no jogo CSA x Coruripe, fui até punido pela Ceaf-AL”, completou.

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