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F�rmula 1 tem tudo para ser equilibrada
| ESTADÃO São Paulo - Palavra do campeão do mundo, Fernando Alonso: ?Seis equipes têm chances, este ano, de vencer as corridas. Nós (Renault), a Honda, McLaren e pelo que vi nos testes também a Ferrari, Williams e Toyota?. Michael Schumacher, que tentará o oitavo título mundial, tem um discurso não muito diferente: ?Além das duas escuderias que no ano passado dominaram o campeonato (Renault e McLaren), este ano nós (Ferrari) e a Honda, acredito, vamos lutar pelas vitórias?. Os primeiros treinos livres do GP de Bahrein, etapa de abertura do Mundial, na sexta-feira passada, a sessão que definiu o grid, ontem, e o resultado final da prova no circuito de Sakhir, hoje, às 8h20 (de Brasília), é que irão mostrar o verdadeiro potencial de cada equipe. Mas os testes de inverno na Europa levaram pilotos, técnicos e dirigentes a um consenso: a 57ª temporada da Fórmula 1 dá sinais evidentes de que poderá ser uma das mais disputadas da história. As vitórias serão divididas. Essa é a boa notícia para quem gosta de Fórmula 1: diferentemente de 2005, além de Fernando Alonso ou Kimi Raikkonen, da McLaren, e seus companheiros, Giancarlo Fisichella e Juan Pablo Montoya, outros pilotos, como Rubens Barrichello e Jenson Button, ambos da Honda, possuem possibilidades reais de disputar o primeiro lugar. A Ferrari enfrentou algumas dificuldades nos testes com a quebra seguida do sistema de embreagem e treinou pouco, mas o modelo 248 F1 é bem mais veloz que o carro do ano passado. Schumacher está otimista. A temporada nesta edição contará com 18 provas. A ausência será o tradicional Grande Prêmio da Bélgica, cancelado por problemas financeiros. O início é no Bahrein e a última corrida será em Interlagos, no Brasil, no dia 22 de outubro. O Mundial passará pela Ásia, Oceânia, Europa, América do Norte e América do Sul. ### Novas equipes e promessa de emoções Rio de Janeiro - O circo da Fórmula 1 finalmente vai voltar às pistas. Hoje, a categoria mais charmosa e importante do automobilismo mundial chega a Bahrein repleta de novidades: além das novas regras no sistema de classificação (por eliminação) e dos motores 2.4l V8, novas equipes estréiam na busca pelo tão sonhado título mundial. A Sauber não é a mesma: a equipe suíça foi comprada pela BMW, que decidiu deixar de fornecer motores para a Williams para construir seu próprio time - desejo antigo da montadora alemã. Maior orgulho dos russos no automobilismo - pela primeira vez uma equipe vai correr na F-1 com a bandeira do país - a MF1 chega na categoria substituindo a antiga e inexpressiva Jordan. Ex-Minardi, a STR chega na F-1 depois da realização de um desejo ambicioso da RBR - ter duas equipes. Com a ajuda da Ferrari no time principal, a marca mundial de bebidas decidiu investir mais na busca pelo título. Por último, está a Super Aguri. Criada após muito esforço do ex-piloto Aguri Suzuki, que foi obrigado a correr para arrumar a equipe e assim ser aprovado pela FIA. ### Honda promete brigar por vitórias São Paulo - A Honda deve ser a surpresa do Mundial 2006 da Fórmula 1, como a Renault fez no ano passado. O carro construído pelos japoneses na sua base em Brackley, na Inglaterra, o RA 106, deu mostras, nos testes, de poder lutar em igualdade de condições com a Renault. A Honda foi a escuderia que mais treinou, cerca de 20 mil quilômetros, seguida da Renault. A equipe foi até Bahrein ver o comportamento do carro sob calor intenso e antecipar eventuais problemas. O RA 106, nas mãos de Rubens Barrichello e Jenson Button, demonstrou ser rápido, constante e confiável. Rubinho diz estar animado como nunca. Pode se dar bem por ter trocado a Ferrari, aparentemente com algumas dificuldades técnicas, pela Honda. Os resultados dos treinos de inverno na Europa credenciam Rubinho e Button a lutar pela vitória deste domingo, no circuito de Sakhir, em Bahrein. ?A vida na nova equipe está muito boa. Aqui encontrei pessoas que trabalham sério e estão empenhadas, assim como eu, em ganhar o título mundial. Sinto-me muito bem e quase que em casa?, revelou Rubinho.