Esportes
Valor alto faz ASA esquecer �rbitro Fifa
| FERNANDA MEDEIROS Repórter Revoltada e tecendo duras críticas à atuação dos árbitros da Comissão Estadual de Arbitragem de Alagoas (Ceaf-AL), neste Campeonato Alagoano, a diretoria do ASA resolveu pedir arbitragem de fora para comandar seus próximos jogos desta fase do 1º Turno. E a solicitação foi atendida pela Federação Alagoana de Futebol (FAF). Ontem mesmo o trio de árbitros que comandou o jogo do Alvinegro de Arapiraca contra o Ipanema veio da Paraíba: Marcos Antônio Vasconcelos, tendo como assistentes Humberto Tadeu e Renato Soares Silva. O quarto árbitro foi da Ceaf-AL, Marcelo Fonseca. A bronca dos dirigentes arapiraquenses tornou-se evidente após o jogo Corinthians 1x1 ASA, no Estádio Nelson Feijó, pela 13ª rodada do Alagoano, no último dia 2. Nesse jogo, a diretoria alvinegra ficou revoltada porque um gol assinalado pelo atacante Denilson foi anulado pelo árbitro Sivaldo Silva e, segundo a direção do ASA, teria sido legítimo. Na oportunidade, após a partida, em entrevista a uma emissora de rádio, o atleta alvinegro Ítalo disparou: ?A gente é roubado dentro e fora de casa?. No dia seguinte, as críticas de Ítalo e dos demais jogadores foram compartilhadas pelo dirigente Ricardo Almeida: ?O nosso time não está fazendo uma boa campanha, mas quando se apresenta bem e faz os gols eles são anulados. Aí fica difícil?, disse, acrescentando que o ASA também teria sido prejudicado por erros de arbitragem contra o CRB (1x1, na Pajuçara) e o CSE (2x0 para o time de Palmeira dos Índios). Diante disso, a direção alvinegra percebeu que não havia outra alternativa e decidiu dar um basta à situação. Encaminhou ofício à FAF, na semana passada, solicitando, inicialmente, um trio de árbitros da Fifa. Mas foi tal o susto quando viu as taxas cobradas para o pagamento de árbitros desse quadro, que acabou desistindo e enviou um outro ofício, pedindo que o trio fosse do quadro básico nacional e, de preferência, de estados circunvizinhos, como Pernambuco, Sergipe, Paraíba, por exemplo. Árbitro Fifa Para se ter uma idéia de quanto recebe um árbitro do quadro da Fifa para comandar uma partida de futebol, a Gazeta procurou se informar na Ceaf-AL sobre as taxas de arbitragem. Pois bem. Se o ASA tivesse aceito o trio da Fifa, teria que pagar os seguintes valores: R$ 2.700 ao árbitro central; R$ 1.800 para cada um dos dois assistentes, também da Fifa; e R$ 300 para o quarto árbitro, que nesse caso seria de Alagoas. Além disso, o clube teria que desembolsar para o árbitro e cada assistente duas diárias de R$ 150, totalizando R$ 900. Com relação ao quarto árbitro, como ele teria de se deslocar de Maceió (município sede) para Arapiraca (local do jogo), teria direito a uma diária de R$ 150. E mais: o clube teria de pagar as passagens aéreas do trio da Fifa. Isso totalizaria a ?bagatela? de R$ 7.650, fora as passagens. Muita despesa? A diretoria do ASA achou que sim. Por isso mudou de idéia e pediu árbitros do quadro básico nacional, cujos valores das taxas são cobrados tendo como base a Copa do Brasil, mas são bem menores que os do quadro da Fifa: R$ 1.000 para o árbitro central; R$ 600 para cada assistente; e R$ 300 para o quarto árbitro. Além disso, é preciso pagar os mesmos valores e quantidades de diárias cobrados pelo quadro da Fifa: duas diárias de R$ 150 para cada um. Com relação às passagens, muda um pouco, pois como os ?homens de preto? vêm de estados vizinhos, as passagens são terrestres. Desta forma, o ASA teve que desembolsar mais de R$ 3.500, para o pagamento das taxas referentes à arbitragem do jogo de ontem, contra o Ipanema.