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Rivalidade vale t�tulo hoje no Morumbi
| DA EDITORIA DE ESPORTES São Paulo - Os santistas contam os segundos para a definição do Campeonato Paulista. Os 22 anos de espera podem chegar ao fim hoje, no clássico que começa às 16h, no Morumbi. Um empate já é o bastante. Para os são-paulinos, quanto mais longa a indefinição melhor. Afinal, a equipe tricolor não tem como garantir o bi no fim de semana. A alternativa é vencer e levar a decisão para a última rodada. O Peixe faz uma campanha baseada na regularidade. É um time pragmático e eficiente, que não venceu nenhum jogo por goleada, mas tem a melhor defesa da competição e está isolado na liderança com 40 pontos. O vice-líder São Paulo, com 36 pontos, é exatamente o oposto. Tem o melhor ataque do torneio e foi castigado pela irregularidade ao longo da disputa, sobretudo por priorizar a Libertadores. A situação lembra muito a do Paulistão 2005, mas dessa vez os papéis estão invertidos. No ano passado, certo de que o São Paulo festejaria o título no clássico, o Santos tirou a disputa da Vila Belmiro e a levou para Mogi Mirim. Previsão correta: o empate deu o título ao Tricolor e deixou o rival na vontade. Dessa vez, o Peixe tem a chance de compensar, mas com uma considerável diferença: pode dar o troco dentro do quintal são-paulino. Apesar da possibilidade de vingança, o técnico Vanderlei Luxemburgo evita afobação e lembra que seu time ainda vai enfrentar a Portuguesa na última rodada, na Vila Belmiro. ?Claro que não é um jogo normal, é decisão. Mas temos que manter a tranqüilidade para termos o raciocínio apurado. O importante é ser campeão?, afirmou. Já o São Paulo não pode pensar da mesma forma. ?Não temos opção. Queremos conquistar o título, e para isso temos que vencer o Santos de qualquer jeito e torcer para a Portuguesa tirar um ponto do Santos?, disse o zagueiro Lugano, que enxerga o Paulistão com a mesma importância que dá às outras competições. ?A mentalidade de um time grande sempre é de ser campeão. Temos que pensar só nisso?. Para esquentar ainda mais o clima, os dois treinadores trocaram farpas durante a semana por conta de uma declaração de Muricy. Inicialmente, Luxemburgo usou as palavras do rival para aumentar a disposição de seus atletas, mas evita criar uma disputa pessoal com o colega. ?Ele é um grande amigo. Não vamos criar uma guerra pessoal, um ambiente hostil. Cada um está defendendo o seu interesse. Ele é um profissional de grande qualidade, que está em grande clube, e que eu respeito muito?, declarou o santista. Os são-paulinos pensam diferente. Para eles, a atitude de usar as declarações rivais como combustível é desnecessária e pode até se tornar um problema para o próprio Santos. ?Se um dia eu tiver que ser motivado por alguém para disputar um jogo decisivo, estarei acabado. Quem precisa de motivação não tem sangue?, cutucou Lugano. Em meio a tudo isso, os dois treinadores apelam também para o tradicional mistério para escalar os times. No Santos, há dúvida entre Ronaldo e Magnum, mas a tendência é que jogue o zagueiro e se mantenha o esquema 3-5-2. No São Paulo, da mesma forma, André Dias está machucado e Alex Dias é opção. Souza volta no lugar de Leandro. São Paulo - Rogério Ceni, Fabão, Lugano e André Dias (Alex Dias); Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Thiago e Aloísio. Santos - Fábio Costa, Luiz Alberto, Ronaldo (Magnum) e Manzur; Fabinho, Maldonado, Cléber Santana, Léo Lima e Kléber; Rodrigo Tabata e Reinaldo.