Esportes
Treinadores brasileiros criticam esquema blitz
São Paulo - A tática do ?arrastão?, que o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, pretende adotar na equipe para a Copa e que vem treinando nos últimos dias, é ideal, mas impraticável na competição. Pelo menos na opinião de diversos treinadores brasileiros. O esquema prevê uma marcação forte no campo adversário, principalmente dos atacantes para que haja rápida recuperação da bola e velocidade nas finalizações. O técnico Candinho não vê novidade alguma no que Felipão está fazendo. ?A marcação por pressão é uma coisa velha no futebol, todo mundo já conhece?. Para Candinho, os jogadores da Seleção Brasileira não terão condições físicas adequadas para fazer os ?arrastões?. ?Há pouco tempo para a preparação, estamos às vésperas da Copa. O Felipão deveria estar mais preocupado em montar um esquema simples, feijão-com-arroz, sem complicar muito?, criticou Candinho. ?A seleção holandesa de 1974 já fazia uma marcação cerrada. Mas é um caso totalmente à parte, eles treinaram juntos mais de um ano para jogar aquele futebol que encantou o mundo?, acrescenta o treinador, que está sem clube. Nelsinho, ex-técnico do São Paulo, acredita que vai ser muito difícil realizar nos jogos oficiais as ?blitze? que Felipão anda treinando, mesmo que sejam quatro ou cinco vezes por jogo, cada uma com dez minutos de duração. Oswaldo Alvarez, o Vadão, técnico da Ponte Preta, está um pouco mais otimista. ?Se nos clubes europeus os atacantes brasileiros marcam, por que não daria certo na Seleção??, pergunta.