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Ronaldinho Ga�cho est� ansioso para estr�ia
Kuala Lumpur - O sorriso estampado no rosto de Ronaldinho Gaúcho esconde a ansiedade pela estréia. Aos 22 anos, o jogador do Paris Saint-Germain sabe que a Copa do Mundo da Coréia/Japão vai ser a oportunidade para arrebentar e mostrar ao mundo o seu valor. ?Disputar uma Copa é uma glória. Realmente é muito importante para mim?, frisou Ronaldinho Gaúcho. Em 24 partidas com a camisa da Seleção Brasileira, Ronaldinho Gaúcho marcou 11 gols. ?Estou esperando com muita ansiedade por este momento e não me importo em jogar no meio-campo?, disse o jogador que no futebol francês atua como atacante. No esquema tático de Luiz Felipe Scolari, Ronaldinho Gaúcho vai jogar mais recuado, partindo com a bola dominada rumo ao gol adversário. Na frente, Rivaldo e Ronaldo, formando a dupla de ataque. ?Para mim é uma oportunidade jogar com eles (Rivaldo e Ronaldo). São dois excelentes jogadores e nós ganhamos muito com eles?, comentou Ronaldinho Gaúcho, uma das esperanças do Brasil na Copa do Mundo. Zagallo O novo coelho que Luiz Felipe Scolari está tirando da cartola, a tática ?camaleão?, não agrada muito a alguns dos principais treinadores brasileiros. Com algumas nuances de opinião, unanimidade: o Brasil está perdendo tempo. Único brasileiro a participar dos quatro títulos mundiais conquistados pelo Brasil, Mário Jorge Lobo Zagallo, acha que estas mudanças não vão ajudar o time a ter unidade dentro de campo. ?Faltam poucos dias para a primeira partida e o tempo é pouco. É preciso que os titulares joguem mais tempos juntos para pegar conjunto?, analisa o tetracampeão. Como exemplo a ser seguido pela seleção, Zagallo cita França, Argentina e até o Paraguai, que não está no rol dos favoritos. ?Estas seleções estão treinando há mais de um ano juntas, sem mudar constantemente os jogadores. A culpa não é toda de Felipão. O Brasil mudou muito de técnico e a preparação foi prejudicada?. No último amistoso contra a Catalunha, Zagallo não gostou do excesso de substituições. ?Não precisava mudar tanto. Assim fica difícil o entrosamento?, conclui. Um dos treinadores da seleção na fase eliminatória, Emerson Leão, que dirige atualmente o Santos, não concorda que a equipe brasileira tenha a obrigação de se adaptar aos adversários, como disse Felipão. ?O Brasil tem muita tradição e história, precisa ditar o ritmo do jogo. Os adversários é que têm de se moldar ao time brasileiro?, afirma Leão. O treinador Nelsinho, ex-São Paulo, tem outra resposta para o time ?camaleão? de Scolari: ?Ele está escondendo o jogo. Não quer revelar para os adversários o time titular nem a forma de jogar?, diz Nelsinho. ?Não podemos ser totalmente críticos neste aspecto. É uma arma que o treinador tem para usar?.