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Felip�o tem a estrat�gia para Brasil n�o levar gols
Kuala Lumpur - Está cada vez mais clara a estratégia de jogo de Luiz Felipe Scolari para tentar chegar à final da Copa do Mundo: prioridade no 1 - não levar gol em hipótese nenhuma. Depois, se possível, continuar sem levar gols. E assim por diante. É óbvio que ele conta com a eficiência do ataque para decidir os jogos. O objetivo de Scolari pode ser traduzido pelo desabafo, de sua autoria, durante os treinamentos coletivos e táticos. ?O ataque tem que fazer gol, eu não posso correr risco. Por isso, estou jogando com três zagueiros.? A reclamação foi feita a Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, com a intenção clara de corrigir a posição deles no campo. Scolari acredita no potencial do trio, mais do que isso, considera-o imprescindível para a campanha na Coréia do Sul e Japão. De certa forma, justifica-se assim a cobrança cada vez mais rigorosa aos três jogadores com maior vocação de goleadores da equipe. Rivaldo tem sido mais visado e vem reagindo bem. Ronaldo defende o esquema de Scolari. Numa competição curta, de jogos eliminatórios, ele sintetiza, e com o equilíbrio das seleções, vai sair ganhando quem não levar gols. Com relação à produção do ataque, parece mais tranqüilo que Scolari e promete quantidade. ?Gols vamos fazer sempre. O Brasil tem essa tradição.? Para Ronaldo, a seleção leva sorte até quando empata sem gols: como na final da Copa de 1994, entre Brasil e Itália, que culminou em cobranças de pênaltis que resultaram no tetracampeonato. Roberto Carlos O lateral Roberto Carlos, embora não esteja na lista de goleadores e nem na dos principais defensores, (no caso os três zagueiros do esquema 3-5-2), dá ênfase ao fato de o Brasil estar se preparando para não levar gols. ?Se não tomarmos, com Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho em forma, vamos fazer, tenho convicção disso.? Ele não considera a estratégia de Scolari defensivista. Diz que o time, de posse da bola, vai atacar com seis ou sete jogadores. A estrutura da defesa, com três zagueiros experientes, vai contar também e principalmente com o apoio de Emerson, o capitão do time, encarregado de bloquear os adversários no meio-campo. Ao seu lado, pelo menos a tendência até agora é esta, deverá estar Kleberson, outro cuja função de marcar deverá ser exercida de maneira implacável. Os alas Cafu e Roberto Carlos, quando o Brasil estiver sendo atacado, vão funcionar praticamente como mais dois zagueiros.