Esportes
Final azul in�dito na Copa
| WALMARI VILELA Alemanha Deixa Comigo! A XVIII edição da Copa do Mundo terá uma final azul e inédita, reunindo Itália e França, domingo, às 15h, no Olympiastadion, em Berlim, com capacidade para 72 mil torcedores. A Rádio Gazeta transmite a decisão com Arivaldo Maia. A Itália jogou seis vezes, venceu cinco, empatou uma, marcou 11 gols, sofreu um, tem saldo de dez. Luca Toni marcou duas vezes e é o artilheiro da Squadra Azurra no torneio. Do outro lado, a França: seis jogos, quatro vitórias, dois empates, sete gols marcados, dois sofridos, saldo de cinco. Com três gols assinalados, Thierry Henry é o artilheiro francês. No sábado, às 16h, em Stuttgart, disputa pelo 3º lugar com Alemanha x Portugal, no Gottlieb-Daimler Stadion, com capacidade para 52 mil lugares. A Gazeta transmite com Davi Cardoso. Vou repercutir um pouco da história do jogo Alemanha x Itália, pelas semifinais, terça-feira. Era só festa nos dias dos jogos da Alemanha. Os jovens caras pintadas com as cores da Alemanha, camisas da seleção, bandeiras, muita cerveja, gritos e músicas. Normalmente, ao retornar do IBC para o hotel, via o trem invadido por eles, barulhentos, bebendo, mas sem brigas. Felizes e certos de que seriam os campeões. O barulho era infernal, com buzinaços e outras comemorações. Veio o jogo com a Itália e a certeza absoluta da vitória. Nas ruas, os italianos eram mandados para casa, pois nada teriam a comemorar. Revoltados, os italianos reagiam e prometiam vitória. Venceram, comemoraram e muitos amanheceram embriagados. O silêncio e o choro tomaram conta dos alemães, embora tenham aplaudido a sua seleção, apesar da derrota e mais quatro anos de fila na busca pelo título. Invadiram o trem do mesmo jeito, mas em silêncio, muitos chorando. Os brasileiros, aqui na Alemanha, não sabiam por quem torcer antes do jogo, mas a maioria esperava pelo efeito da derrota alemã: redução dos preços de tudo relacionado à Copa para irem às compras. Fui a Marién Plaz (ponto de turismo e compras), onde se encontra gente de todo o mundo. Estávamos juntos, Arivaldo, Pita, Redivaldo e Valmir, esses dois da Rádio Liberal (Belém-PA). Redivaldo viu a loirinha de óculos escuros, bumbum e peitos empinados. Uma boneca! Não agüentou e disse: ?Valmir, vê a gostosura que vai passando?. Eu completei: ?É mesmo e ela anda toda esticadinha, parece que engoliu um cabo de vassoura?. A loira olhou, riu e disse: ?Eu sou brasileira?. E ele emendou: ?Logo vi. Aqui tem loira, mas igual a brasileira não tem?. Ela saiu rindo e se perdeu na multidão. Não a vimos mais. Por hoje é só. Volto amanhã!