Esportes
Coreanos destacam o Brasil como favorito no Mundial
Mipo, Coréia - Eles perderam seis jogos nas Eliminatórias, trocaram três vezes de técnicos e muitas caras em seu caminho até a Copa do Mundo. Mas os brasileiros já estão lá e começando a ser vistos como vencedores novamente. ?Bem-vindo Brasil, o melhor time do mundo?, dizia uma faixa, em inglês, pendurada sobre a entrada do centro de treinamentos do Brasil na Coréia. ?Estamos torcendo pelo penta?, dizia outra faixa, esta em português. ?O primeiro jogo será fundamental para o Brasil?, revela o meia Juninho, antes do treino de ontem, aos entusiasmados co-reanos. ?O primeiro jogo em uma Copa do Mundo é sempre o mais importante pelo nervosismo que não existe nos outros?, explicou o brasileiro. ?E contra a Turquia estaremos enfrentando um time que sabe jogar muito bem?. Desde a derrota na final da Copa da França de 1998, o Brasil usou mais de 60 jogadores em suas 18 partidas pelas Eliminatórias e, neste meio tempo, sofreu derrotas que até então não eram imagináveis para Equador, Chile e Honduras (esta pela Copa América). A inexperiência de alguns jogadores não preocupa a Seleção na Coréia, segundo o veterano Roberto Carlos. ?Jogar pelo Brasil é uma grande responsabilidade, e jogadores como Gilberto Silva e Kléberson têm muita experiência nos campeonatos nacionais e na Copa Libertadores?, minimiza. ?Há uma briga dura por um lugar no time, e o técnico Luiz Felipe Scolari em suas alterações dá motivação extra a todos os jogadores?, acha Roberto Carlos. Mas o Brasil, para os coreanos, irá precisar da boa forma - e principalmente dos joelhos - de Rivaldo e Ronaldo. ?Eu estou cem por cento?, explicou Ronaldo. Novato Não é só pela modesta carreira como jogador que Luiz Felipe Scolari, 53, se assemelha à boa parte de seus pares na Copa-2002. O comandante da Seleção Brasileira compõe a metade dos técnicos da competição que tem menos de dois anos no cargo. Se o treinador gaúcho reclama que teve menos de um ano para preparar seu time, outros profissionais dispuseram de tempo ainda mais reduzido e, assim mesmo, suas equipes chegam à Copa-2002 em bom momento. É o caso do alemão Winfried Schaefer. Ele só assumiu o comando da seleção de Camarões em setembro de 2001, ou três meses depois que Scolari começou seu trabalho na equipe brasileira. Sem mudar a base de seus antecessores, Schaefer estará no banco da seleção africana, que chega para a disputa de uma Copa como a mais cotada da história para conseguir um bom resultado. Mudança de última hora no comando técnico, aliás, é uma característica das equipes africanas. Nenhuma das cinco seleções do continente que estão no Japão ou na Coréia tem um treinador com mais de dois anos no cargo, sendo que Nigéria, África do Sul e Tunísia contrataram novos profissionais somente neste ano.