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CSA acumula preju�zo nos jogos do Estadual

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FERNANDA MEDEIROS O pobre e deficitário Campeonato Alagoano, conforme denomina o vice-presidente financeiro do CSA, Edson Nunes, parece estar deixando os dirigentes de clubes de ?cabelo em pé?, em função das despesas que têm de pagar para colocar os times em campo. ?Sem patrocínio é difícil manter uma competição como essa. Lucro que é bom não existe, só prejuízo?, reclamou o dirigente azulino. Para se ter uma noção do problema, ele explica que os jogos do CSA neste campeonato, com os mandos de campo do clube azulino, só resultaram em déficit e nem a Campanha Cidadão Nota 10, a do Vale-lazer, deu para amenizar a caótica situação. De posse dos borderôs dos seis jogos que o CSA realizou no Estádio Rei Pelé, com mando de campo seu (não está computado o último jogo com o Capela), Edson Nunes mostra o tamanho do prejuízo. No jogo CSA x Murici, dia 24 de abril, a arrecadação foi de R$ 1.683,00, para um público pagante de 504 torcedores. As despesas neste jogo somaram R$3.988,43, correspondentes a aluguel de campo, INSS, quadro móvel, FAF, arbitragem, entre outras. Com esses valores, o déficit foi de R$ 2.305,43. Já a partida entre CSA e ASA, no dia 1o de maio, ocorreu com portões abertos, graças a um acordo entre o clube, a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e o governo do Estado, em homenagem ao Dia do Trabalhador. ?Nesse acordo, o CSA teria direito a receber R$ 10.000, mas até agora esse dinheiro não foi pago?, disse o dirigente. Ainda nesse jogo, o vice-financeiro azulino explica que o CSA amargou um prejuízo de R$ 1.350,00, pois o único setor que teve venda de ingressos foram as cadeiras especiais. ?Com a vendagem, arrecadamos apenas R$ 700,00. Em contrapartida, as despesas foram de R$ 2.050,00. Significa que o nosso prejuízo foi de R$ 1.350,00?, reforçou. Nos quatro jogos seguintes ? contra Bom Jesus, CRB, Corinthians e Penedense ?, a situação não foi diferente. No primeiro, a renda foi de R$ 574,50 e as despesas de R$ 5.949,63 (teve exame anti-doping solicitado pelo CSA). Com isso, o déficit chegou a R$ 5.375,13. Vale lembrar que nesse confronto o Vale-lazer passou a vigorar, pois os azulinos fecharam acordo com a Secretaria da Fazenda, para receber R$ 35.000,00 em toda a competição. Fiasco Já no clássico do dia 11 de maio, espetáculo antes detentor de grandes arrecadações, a renda foi de apenas R$ 10.948,50 para um volume de despesas de R$ 10.785,17. Aí, o CSA teve um pequeno lucro (lucro?) de R$ 163,33 e, mesmo assim, ficou retido para pagar dívidas trabalhistas. O jogo CSA x Corinthians também foi outro fiasco em termos de arrecadação. Obteve uma renda de R$ 512,00 e as despesas foram quase sete vezes maiores, pois contabilizaram R$ 3.515,52 e o déficit foi de R$ 3.003,52. No confronto dos azulinos com o Penedense, a renda foi menor ainda: R$ 487,00; público de 201 torcedores; despesas de R$ 3.324,33; e déficit de R$ 2.837,33. Depois de tantos cálculos, a triste conclusão é que o CSA está com um déficit total de R$ 14.631,00 para com a Federação. ?Definitivamente, realizar uma competição com tantos prejuízos, não dá?, reclamou Edson Nunes.

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